Archive for the ‘ RPG ’ Category

Dragon Age 3 vindo em 2014

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EA anunciou Dragon Age 3: Inquisition é um RPG de mundo aberto que vem no outono de 2014. O terceiro jogo Dragon Age foi previamente reservado para o final deste ano. Primeiro trailer do jogo exibiu o retorno da witchly Morrigan, mas a EA não revelou quais plataformas.

CD Projekt Red, revela The Witcher 3 para Xbox One

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CD Projekt Red revelou que seu mundo aberto RPG The Witcher 3: Wild Hunt está vindo para o Xbox One.

The One versão Xbox de The Witcher 3 é amparado por características únicas hardware orientado. Kinect para comandos de voz permitem rápidas arma de comutação e magia, e os jogadores podem usar SmartGlass para personalizar personagens e gerenciar seu inventário durante o jogo.

Warhammer 40.000: Dawn of War II – Retribution

A prova definitiva de que RTS e RPG podem conviver em um mesmo título

Warhammer 40,000: Down of War II — Retribution é a segunda expansão a levar a experiência original de Down of War II um passo adiante, embora sem se afastar da doutrina e do estilo que servem como marca registrada para a franquia da Relic Entertainment. Isso equivale a dizer que aqui também se faz presente o típico clima híbrido da série, flertando simultaneamente com elementos estratégicos, táticos e com o desenvolvimento típico de um RPG.
Mas há ainda algumas vantagens óbvias antes mesmo de se iniciar Retribution. Quem jogou a primeira expansão de Dawn of War II, Chaos Rising, deve se lembrar bem da necessidade que havia do primeiro DoW II, caso você quisesse utilizar as facções originais no modo multiplayer. Bem, não é o que ocorre aqui.
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Retribution dá um passo além ao permitir que se encare tanto o modo campanha quanto o multiplayer em seis fronts distintos… Sem a necessidade de possuir os títulos anteriores. Ademais, ao manter a mecânica dos jogos anteriores e corrigir algumas falhas, Retribution ainda se torna indicado tanto para os fãs mais exigente quanto para os novatos em jogos de estratégia.
É claro que nem tudo aqui é tão perfeito quanto deveria, a começar por um efeito menos desejável da campanha multifacetada de Retribution. Embora existam aqui seis subcampanhas distintas — uma para cada facção, incluindo até mesmo a Guarda Imperial —, a impressão que uma única boa história foi fragmentada em alguns pastiches simples, cujo apelo dramático é bastante… Discutível.

Ok, mas nada que obscureça as melhorias técnicas, as novas unidades e os clássicos visuais de ponta da série — estes plenamente capazes de elevar as batalhas estratégicas da posição de simples querelas matemáticas/estatísticas para a de uma verdadeira guerra, cheia de explosões, sangue e elementos inusitados.


Aprovado
A Inquisição Imperial se manifesta
Img_normalO modo campanha certamente permanece como um elemento central em Down of War, que desta vez toma como palco uma série de planetas beligerantes localizados no subsetor Aurelia. Décadas de infestação demoníaca finalmente fizeram com que Inquisição Imperial se manifestasse, prometendo desolar toda a região, caso algo não seja feito.
Entretanto, o problema real aqui é bastante localizado. Trata-se de Azariah Kyras, um Fuzileiro especial corrupto cujos movimentos têm incomodado grandemente o império. Dessa forma, a única coisa que poderia deter a mão da Inquisição seria a destruição sumária de Kyras, o que sem dúvida confere ares apocalípticos em perfeito acordo com o clima do jogo.
Embora a campanha seja obviamente focada nos Fuzileiros Espaciais — tanto a história geral quanto a animação de abertura —, Retribution oferece cinco outras visões particulares do conflito em Aurelia, uma para cada facção envolvida. Nesse momento, surgem alguns furos aparentemente inevitáveis na trama, conforme se verá adiante.
Microgerenciamento + RTS
Independentemente da facção que você escolha e da forma particular com que esta enxerga os conflitos em Aurelia, as campanhas em Retribution sempre se parecerão com uma espécie de mistura entre o estilo próprio de Dawn of War II — mais focado no microgerenciamento de uma porção de unidades — e a sistemática encontrada na maior parte dos RTS clássicos.
Durante cada uma das missões, você coletará recursos que tanto podem ser utilizados para construir novas unidades quanto para melhorar os atributos dos seus campeões — os personagens centrais que se mantém durante toda a história. Um exemplo? O comissário da Guarda Imperial Lord Bernn pode ter seu nível de vitalidade aumentado, ou ainda se tornar capaz de destruir tanques rapidamente. Só que esses mesmo recursos podem ser utilizados para construir os seus próprios tanques.

O mesmo vale para as recompensas resultantes de uma missão de sucesso. Você pode escolher entre uma nova e poderosa arma de guerra para os seus heróis, ou pode desbloquear unidades ainda mais poderosas na forma de upgrades.
De qualquer forma, a dificuldade da decisão — melhorar campeões ou unidades? — sempre representou o cerne da experiência híbrida de Dawn of War, e isso se mantém presente em Retribution.
Objetivos mais variados
Dawn of War II era um grande jogo, e certamente trazia consigo um bom modo campanha. Entretanto, convenhamos: a maior parte das missões envolvia metas relativamente simplórias, como destruir um gerador ou espancar alguma monstruosidade até a morte.
Bem, Retribution traz uma bela mudança nesse sentido. Em primeiro lugar, cada mapa é encarado apenas uma vez por campanha, e destruir um gerador permanece apenas como uma missão opcional.

Algumas das batalhas contra chefes também experimentaram nova injeção de criatividade. Por exemplo, em determinada fase, você terá que encarar um gigantesco, monstruoso e estúpido orc. O embate pode durar longos 15 ou 20 minutos, utilizando-se armamentos convencionais. Ou, a criatura pode ser atraída para um recinto cheio de barris explosivos, ocasionando uma destruição rápida e pouco estressante.
Outras missões também são marcadas por pelo menos um elemento criativo. Você terá que escapar de um tanque Baneblade, e também será emboscado por Orcs, ou ainda precisará escapar de bombardeio iminente.
Bateu saudade pelos velhos tempos? Tudo bem, volte e destrua o gerador!
A Guarda Imperial entra no ringue
Embora Retribution não acrescente nenhum tipo novo de jogabilidade multiplayer, existem algumas melhorias aqui que certamente o destacam dos jogos anteriores. Talvez a mais importante delas seja a inclusão da Guarda Imperial (Imperial Guard) nos modos “skirmish”.
Embora frágil, o soldado imperial básico é extremamente útil, principalmente por seu caráter “pau para toda obra”. Ele é capaz de consertar veículos aliados, e também pode construir coberturas e turretes (metralhadoras fixas) de poder considerável.

Ademais, cada uma das unidades heroicas da Guarda é capaz de posicionar refúgios que, além de servir como abrigo para tropas, ainda podem ser melhorados para curar feridos ou reparar veículos. Adicionalmente, esses mesmos refúgios ainda podem ser transformados em armadilhas, caso sejam capturados pelo inimigo. Além do mais, a facção ainda foi “abençoada” com alguns blindados realmente impressionantes, como o tanque Baneblade — um enorme “mamute” superlotado de metralhadoras.
Você vê uma parede… Agora não vê mais!
Diferentemente de outros RTS, Retribution aposta uma quantia considerável de fichas nas possibilidades físicas do cenário, o que acrescenta uma dimensão estratégica quase inédita para o gênero.
Isso por que o terreno aqui é completamente provisório, e uma planície pode se transformar rapidamente em uma cratera, ou inimigos podem despencar sem prévio aviso do céu. Em suma, o caráter dinâmico dos cenários acaba por instalar um clima dos mais caótico, quase uma antítese da previsibilidade encontrada em jogos como StarCraft.
Multiplayer com upgrade!
De maneira geral, existe uma pequena lista de upgrades capazes de fortalecer a experiência multiplayer de Down of War II, além de conferir mais algumas boas razões para você adquirir uma cópia de Retribution.
Entre as melhorias do multijogador está, por exemplo, o desligamento do serviço Games for Windows LIVE em favor do Steam. Para além disso, todas as seis facções os 30 mapas adicionais para “skirmish” são plenamente utilizáveis, não importando se você tem ou DoW II ou Chaos Rising — o que se torna bastante atraente para quem deixou escapar os dois últimos jogos.
Mas as campanhas cooperativas também ganharam uma bela burilada, tornando agora possível que ambos os jogadores construam novas unidades durante uma fase e também recompensando o trabalho em equipe com equipamentos especiais.
Ademais, o modo “Last Stand” permite que o jogadores unam seus respectivos heróis a fim de combater hordas e mais hordas de inimigos para angariar experiência e armamentos. Embora sozinho o modo não represente um grande diferencial, trata-se sem dúvida de uma opção divertida — afinal, as campanhas épicas, embora extensas, uma hora acabam.
Pode dar zoom! Sem medo!
Retribution mantém o mesmo impacto visual dos seus antecessores. Além dos ambientes amplamente destrutíveis (conforme tratado em tópico anterior), todas as unidades individuais trazem excelentes animações — como a ocasião em que um Fuzileiro reduz a cabeça de um orc a uma pasta avermelhada.

Embora alguns mapas eventualmente pequem pela repetição de elementos, alguns cenários realmente se destacam pela beleza e pela variedade. A floresta primitiva de Typhon, por exemplo, com suas cachoeiras, rios e ornamento naturais é um belo exemplo do potencial estético de Retribution.
“Se é combate o que querem, meu machado e eu vamos atendê-los!”
Os diálogos em Retribution não são nada menos do que épicos. A todo o momento, o que se tem é aquela classe de discursos inflamados cuja raiz poderia ser “Senhor dos Anéis” ou as antigas novelas de cavalaria.
E dubladores realmente atingem o que se espera nesse sentido. Entretanto, vale o aviso: para algumas pessoas, a coisa toda pode soar meio afetada e empolada. Afinal, em que outro estilo de jogo alguém poderia responder sobre a necessidade ou não de um embate físico com as seguintes linhas: “Não tema, se é combate direto o que querem, meu machado e eu vamos atender o seu desejo!” Enfim… O melhor mesmo é entrar no clima.

Reprovado

Qual era mesmo o seu motivo para entrar em guerra?
Conforme mencionado anteriormente, a campanha de Retribution, embora focada nos Fuzileiros Espaciais, é essencialmente dividida entre as seis facções presentes. E, embora a motivação de cada uma delas em geral faça sentido, o fato de cada raça/grupo experimentar o mesmo arco de história acaba por largar algumas pontas soltas aqui e ali.
Uma violência interna entre os Eldar, por exemplo, parece bastante desnecessária. Isso sem falar nas motivações dos Orcs e dos Tyranids: uma narrativa simplista se limita a motivá-los, respectivamente, com o desejo de obter o chapéu do sumo inquisidor e o simples impulso de consumir tudo através da galáxia — ok, são insetos espaciais… Mas só isso?
Bugs imperiais
A campanha da Guarda Imperial é certamente uma das maiores adições de Retribution. Lamentavelmente, é também uma das mais “bugadas”. Para localizar ainda mais o problema, o General Castor, o herói central da campanha, parece constantemente tomado por forças misteriosas.
Em determinado momento da segunda fase, existe uma animação na qual uma ponte é destruída e, mesmo sem cair, os companheiros de Castor acabam presos em um peitoril abaixo da ponte. Lamentavelmente, Castor e seus camaradas são considerados como uma única tropa… E portanto ele permanecerá preso ao local até que seus soldados pereçam. Patético.
Ademais, também não é incomum encontrar os clássicos personagens flutuantes, bem como alguns problemas em relação à movimentação — às vezes é realmente difícil se fazer entender pela I.A. (inteligência artificial) do jogo, sobretudo quando se quer buscar cobertura.

Vale a pena?

Mesmo com alguns deslizes, o recheio do pacote de Retribution parece suficientemente merecedor dos US$ 30 que são pedidos. Afinal, além de se manter fiel ao estilo típico da série Dawn of War — compondo com maestria uma jogabilidade que é ao mesmo tempo RTS e RPG —, o acréscimo de novas campanhas e também de novas possibilidades multiplayer funciona como o chamariz perfeito tanto para fãs da série quanto para novatos.
E o mais interessante? Todo esse conteúdo adicional é disponibilizado sem qualquer necessidade dos títulos anteriores.


Por fim, gráficos bem detalhados e cenários dinâmicos aparecem para provar que um RTS pode sim trazer em si um clima bélico intenso e impactante, em vez de se apoiar em números, estatísticas e previsibilidade. Tudo isso apoiado por uma história épica que, mesmo deixando algumas pontas soltas, serve perfeitamente para dar continuidade à doutrina viciante de Warhammer.