Dead Space 3 Review

imagem1o Bom

  • Sistema excelente arma elaboração adiciona flexibilidade para combater
  • Excelente sentido de atmosfera
  • Grande quantidade de variedade ambiental
  • Co-op faz uma abordagem divertida alternativa para a campanha.

o Mau

  • História complicada
  • Alguns trechos maçante e repetitiva
  • Não remotamente assustador ou inovador

Dead Space 3 é o mais recente capítulo da franquia considerada a mais aterrorizante desta geração. Pela primeira vez o game conta com um modo multiplayer cooperativo e um enredo bem mais interessante que o dos últimos jogos.

Menos assombrações e mais realidade

imagem5Os Necromorphs também perderam sua vantagem. Uma vez que o manteve na ponta da cadeira com seus skitterings fundo ameaçadores e ataques súbitos de choque. Enquanto Necromorphs Dead Space 3 ainda pode fazer adversários desafiadores, eles raramente provocar arrepios na espinha. Assim como os mutantes zumbis de Resident Evil 4 e 5, eles cresceram menos ameaçador com sobre-exposição.

Em Dead Space 3 muita coisa mudou. A começar pelo contato visual com os personagens, fator que cresceu ao longo da franquia, eliminando de vez o clima de solidão de Isaac e introduzindo mais convívio com outros humanos. A maior prova disso é a inclusão de John Carver – personagem que serve como desculpa para acrescentar o modo cooperativo no game.

A história principal gira em torno do protagonista que, depois de sobreviver ao “acidente” com a estação espacial Sprawl, acaba no planeta gelado Tau Volantis. Lá, descobre um outro sobrevivente – Carver,- que vai lhe ajudar a desvendar os mistérios por trás de artefatos conhecidos como Markers, que transformam as pessoas em Necromorphs – as criaturas do jogo.

Na campanha principal, Carver é um mero coadjuvante que surge em determinados momentos, contrariando aqueles que achavam que o game seria uma espécie de Army of Two do futuro. Já o modo cooperativo agrada e serve para inserir alguns diálogos a mais, o que pode soar estranho para quem viveu dois títulos “forever alone” com Isaac.

Pegadinha do ambiente externo

Depois de inúmeros vídeos de divulgação mostrando um ambiente aberto e tomado pelo gelo, muitos fãs torceram o nariz achando que a franquia poderia muda o rumo e perder o seu principal atrativo: o clima de tensão. Temia-se a ambientação escura repleta de salas e corredores apertados que acabaria “morrendo” nesta nova versão.

Mas como uma boa “pegadinha”, Dead Space 3 deixa essa novidade para depois da metade do game, ou seja, durante cerca de 5 horas, os jogadores ainda terão que percorrer ambientes mal iluminados e repletos de criaturas que surgem a qualquer momento – proporcionando aquele susto monumental.

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A Visceral Games soube conduzir as rédeas e o resultado da experiência de mundo aberto é agradável e revigorante. O jogador passa a vivenciar a história de Isaac de uma nova maneira, com a impressão de estar em outro – ótimo – jogo. Mas não respire aliviado achando que os sustos sumiram, pois agora as criaturas surgem da neve ou do meio de uma nevasca. Essa mesma tempestade acaba sendo a “escuridão” desse ambiente externo, já que é muito difícil enxergar o mundo ao seu redor.

Porém, também há momentos particulares e inovadores. Se os corredores apertados tornam o game bem linear, no momento em que o personagem cruza o ambiente externo, é possível encarar pequenos trechos, como cavernas e trilhas mais curtas. Elas quase sempre resultam em itens espalhados pelo chão e encontro com mais criaturas. Mas nada que faça o jogador se desesperar sem saber por onde ir.

Campanha e modo cooperativo

O começo da campanha mostra a história dos acontecimentos principais do jogo. Antes mesmo de começar a controlar Isaac, você é apresentado a uma prévia do que será se aventurar no mundo aberto – mesmo que esta experiência não esteja disponível em boa parte do jogo. Depois, Dead Space volta a ser como antes, mostrando uma trama envolvente em bases abandonadas – a característica principal da franquia.

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Os puzzles também estão de volta, mas sem a mesma dificuldade dos títulos anteriores. É possível notar também que, embora o game esteja cada vez mais difícil se tratando do combate contra inimigos, os quebra-cabeças foram ficando cada vez mais simples e pouco atrativos. Em determinados momentos, chega a ser ridículamente simples solucioná-los.

O que agrada mesmo é a forma com que tudo é construído no jogo. Quando você começa a achar o game monótono, uma série de eventos faz surgir Necromorphs por toda parte, ou então, entra uma cena em que é preciso acertar os comandos para sobreviver. Desse jeito, mesmo que seja rotineira a forma com que os objetivos são determinados, há sempre uma mudança significativa no cumprimento das tarefas.

Mira eficiente e esquiva falha

Em comparação com os outros títulos, a jogabilidade de Dead Space 3 permanece praticamente a mesma. Ainda é possível usar e abusar da telecinese para arremessar objetos como uma espécie de arma, ou congelar seus inimigos quando aglomerados, utilizando o Stasis Pack. Mantém-se assim as características do sistema de combate da franquia, que oferece outros recursos para atacar seus inimigos quando sua munição acaba.

O grande fiasco fica por conta do sistema de esquiva, que acaba decepcionando. Isso porque, na grande maioria das vezes, Isaac pode executar o movimento e se livrar de um momento de aperto, porém ele ainda sofre o dano do golpe. A única – e pequena – vantagem é que assim você evita que o personagem fique atordoado e pode contra atacar.

O sistema de mira também continua um pouco confuso. Algumas armas ainda demoraram muito para serem recarregadas e não possuem tanta precisão. Entretanto, a medida em que elas são evoluídas, isso muda um pouco e torna-se mais fácil acertar um determinado alvo.

Visual de outro mundo

O visual de Dead Space 3 continua sendo um dos grandes atrativos do game. Se nos outros capítulos a ambientação era limitada a salas mal iluminadas e poucos momentos vagando pelo espaço sideral, agora é possível notar uma variedade maior de cenários. A novidade fica por conta da cruzada em meio a neve e alguns pequenos trechos, como a introdução do game, que mostra a casa e a cidade natal de Isaac.

A forma com que o game apresenta o clima sombrio também deve-se muito ao belo efeito de sombra e luz do jogo. Nos momentos de muito breu, apenas a sua arma é a fonte de iluminação do local. E sem ela, encontrar seus inimigos é uma tarefa mais que árdua.

E falando em inimigos, há uma variedade considerável de Necromorphs e outras criaturas prontas para atacar Isaac. Porém, a sensação é que faltaram mais inimigos de destaque, como por exemplo, chefes e outros monstros gigantescos. Não faltam, porém, coadjuvantes na trama, que aparecem em número exagerado e, muitos, sem uma explicação convincente para seu surgimento na história.

Sistema de evolução de armas

Anunciado com um grande alarde, o sistema de personalização e evolução de armas divide opiniões. Primeiro é preciso elogiar o quanto é viciante percorrer corredores atrás de simples peças que podem ajudar a aprimorar seu armamento. Em Dead Space 3 é possível até montar uma “dupla arma”, ou seja, você pode, por exemplo, fatiar seus inimigos com a Line Gun, e com um outro botão, explodir tudo pela frente com uma Grenade Launcher.

Mas como nem tudo são flores, há também motivos para repudiar esse sistema. Primeiro é a demora para evoluir tanto as armas quanto a sua armadura. Depois de muitas horas de jogo e centena de itens coletados, você finalmente poderá construir algo eficiente o bastante para sobreviver no game. Ou então, optar pelo polêmico sistema de transação.

Em Dead Space 3, é possível comprar a sua arma com dinheiro de verdade. As redes onlines e suas lojas virtuais vendem kits que ajudam a evoluir seu armamento de uma forma mais rápida. Sendo assim, enquanto alguns sofrem no jogo em busca de uma evolução satisfatória, outros investem uma graninha e se tornam verdadeiros Rambos do espaço. Porém, não há uma obrigatoriedade do game que force o jogador a comprar alguma coisa. A decisão parte de cada um.

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Conclusão

A pior coisa sobre Dead Space 3 é que, enquanto ele compartilha uma história e uma estética com seus antecessores, ele realmente não se parece com um jogo Dead Space. Ir além disso, no entanto, e é um jogo de ação liso, bonito e muito divertido de ficção científica, com algumas interessantes mecânica de jogo co-op fantástico. Seria uma vergonha se survival horror visceral abandonada neste momento, e Dead Space 2 é facilmente o melhor dos três jogos, mas se você pode suportar a mudança para grandes armas e da violência, Dead Space 3 ainda oferece um bom jogo e demorado.

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