Tomb Raider

A dura tarefa de se tornar uma heroína

Lara Croft traz consigo a imagem de uma mulher intrépida, corajosa, independente e potencialmente indefectível — que o digam os inúmeros animais e as milícias pesadamente armadas, todos deixados para trás, cuja última imagem guardada pela retina é a de dois canos fumegantes, suas pistolas gêmeas com munição infinita. Mas, ei! É provável que isso nem sempre tenha sido assim, certo?
Quer dizer, em algum lugar entre o berço de ouro dos Croft e a heroína imbatível, é possível que exista um crescendo, algo que justifique a personagem — digamos, algo além de decisões de design exageradas feitas ao acaso. De fato, é essa lacuna que o novo reboot da franquia pretende ocupar, mostrando uma jovem Lara que, é claro, já trazia nos genes a amazona que deslumbraria os fãs mais tarde… Mas que ainda precisava aprender a se tornar algo além de uma aventureira ocasional.
Img_normalConforme afirmou diretor global da franquia, Karl Stuart, trata-se de algo completamente inusitado… Mesmo para Lara. “Ela se encontra em uma situação totalmente incomum, na qual foi jogada sem prévio aviso”, disse Stuart em entrevista ao site CVG. “Ela tem 21 anos, é inexperiente e nunca esteve nesse tipo de aventura antes. Ela precisa começar do zero para aprender a ser uma heroína (…), a fim de se tornar uma pessoa muito mais forte”.
O primeiro assassinato é algo de que nunca se esquece…
Prova do direcionamento dado pela Crystal Dynamics aparece logo no início do game, quando Lara é obrigada a matar pela primeira vez. Inicialmente, é apenas um cervo… Mas, naturalmente, a este seguirá uma verdadeira fila de soldados pesadamente armados. Trata-se de um rompimento definitivo com a história épica mas também um tanto inocente que foi desenvolvida até hoje.
Entretanto, como parte do seu “aprendizado”, Lara precisará também se virar com o que quer que possa ser encontrado em uma selva consideravelmente desprovida de tecnologia. No caso? Um arco bastante primitivo. Entretanto, fica a promessa: quanto mais o jogo avança, mais pontos de experiência. Pontos que, é claro, podem servir para torná-la mais proficiente… Inclusive na arquearia.
Na sombra de Uncharted?
Impossível não acompanhar os primeiro movimentos do renascido Tomb Raider sem certo “receio”. Basicamente, entre animações “scriptadas” e vídeos, fica a impressão: será que a franquia pode acabar se tornando também menos “frustrante” — do ponto de vista da dificuldade comumente associadas aos malabarismos de Lara?

“Ao olhar para os jogos originais de Tomb Raider, é fácil constatar que Lara morre de formas horríveis, chega a ser empalada alguma vezes”, afirmou Stewart ao referido site. “Dessa forma, nós não nos esquecemos do que Tomb Raider era no início, e nós traremos isso de volta.” Bem, resta saber o quanto desse “feeling” original foi realmente mantido… Ou, digamos: o quanto dos penosos desafios originais não foi trocado por um drama mais de acordo com as atuais gerações. É esperar para ver.
O renascimento de Tomb Raider deve ocorrer em março do ano que vem, com lançamentos para PC, PS3 e Xbox 360.
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Embora ainda não se possa dizer isso com certeza, há um indício de que, talvez, o novo Tomb Raider tenha bebido mais do que o esperado das novas tendências. Trata-se do Survival Instinct, equivalente ao Eagle Vision, ao Detective Mode e a tantos outros e que, aqui, serve para trazer à tona detalhes dos cenários — tornando a coisa toda muito mais fácil, é claro.
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