Catherine

Insano e diferente de tudo o que você já viu

Desde seu anúncio, Catherine vem causando polêmica. Sua temática adulta, recheada por bizarrices e uma jogabilidade desconhecida, fizeram com que o mundo do entretenimento eletrônico parasse para tentar entender qual é a proposta da Atlus com o jogo.
Eis que, finalmente, o título chegou a nossas mãos. Realmente, o sobrenome de Catherine poderia ser “polêmica”. Mas, certamente, a palavra “diversão” também estaria na identidade do game. Sim, Catherine é bizarro. Mas essa insanidade nos prendeu por horas e mais horas — não só ela, se é que nos entende.
Mas, do que exatamente se trata esse game? Essencialmente, Catherine narra a história de Vincent, um cara simples e com uma vida totalmente ordinária. Tudo continua ocorrendo tranquilamente até que sua namorada, Katherine, com “K”, decide tentar elevar o relacionamento a outro patamar, colocando Vincent em um beco que parece sem saída.
A situação se complica ainda mais quando Vincent acorda ao lado de Catherine, com “C”, que dorme totalmente nua ao lado do protagonista. A musa decide complicar ainda mais a vida do sujeito, criando regras para uma relação que sequer deveria existir na vida de Vincent.
Em suma, Catherine apresenta uma narrativa profunda e muito bem trabalhada. E, de quebra, o jogador leva para casa muito desafio, graças aos puzzles infindáveis do game, que só abastecem a vontade de conhecer toda a história do game. Uma aventura realmente intensa e que vai muito além do que você pode imaginar.

Aprovado

Insano
Sem dúvidas, essa é a palavra mais indicada para classificar Catherine. A desenvolvedora, formada por vários membros que trabalharam na série Persona, conseguiu criar não somente uma trama fora do comum, mas também uma apresentação que se distancia de praticamente tudo o que já foi visto no universo dos games.
Sendo assim, o jogador é presenteado com cenas realmente caprichadas. O título apresenta momentos em anime que realmente merecem destaque, graças ao capricho da Atlus. Como se não bastasse, também temos cenas que utilizam a própria engine do jogo e, certamente, não deixam a desejar.
Catherine é como uma viagem a um perturbador mundo dos sonhos. Além de encontrar uma direção de arte cheia de estilo nos momentos “normais” do game, quando Vincent ainda está acordado, Catherine nos presenteia com criaturas totalmente bizarras e ambientes que parecem ter saído diretamente de uma versão mais “picante” de Silent Hill.
O que faz de Catherine algo tão singular é a maneira utilizada para contar a história. Tudo aqui é diferente, desde o estilo de narração até a direção em geral, que oferece vários ângulos curiosos tanto em cena quanto no jogo. A desenvolvedora conseguiu conciliar um triângulo amoroso com um universo totalmente bizarro que fará você jogar o game sem parar até conhecer tudo que o título tem a oferecer.
 
Bem equilibrado
Mesmo não se tratando exatamente de um RPG como Persona, Catherine compartilha alguns elementos com a famosa série. Os fãs certamente notarão que o título também tem suas atividades divididas em duas partes, influenciando diretamente no ritmo.
Primeiramente, temos o dia, período em que Vincent perambula pela cidade e conversa com seus colegas para tentar resolver os problemas que passaram a assombrar sua vida. É durante esses momentos que o protagonista também interage com seu celular, recebendo e respondendo mensagens de suas namoradas.
Aqui, o ritmo é mais tranquilo, mas nem por isso menos interessante, já que a trama realmente esbanja profundidade.
 
Superando obstáculos
Mas é durante a noite que as coisas realmente esquentam. Vincent é aterrorizado por misteriosos pesadelos que acabam culminando todo o desafio do game. Na hora da ação, o jogador desfruta de uma espécie de quebra-cabeças de ritmo insano, fazendo jus a toda proposta do game.
O objetivo destas etapas é bem simples: chegar ao topo. Para isso, o jogador deve organizar os blocos que ocupam espaço, criando plataformas para elevá-lo ao próximo nível. É possível empurrar ou puxar os blocos e ainda aproveitar as insanidades dos pesadelos mover os blocos em locais teoricamente impossíveis.
Inicialmente, tudo pode até parecer relativamente fácil ou até mesmo sem graça. Contudo, você deve ficar atento, já que o tempo é curto e, em alguns casos, Vincent encontrará ovelhas que também escalam os blocos e podem acabar ser tornando mais um obstáculo. Isso sem mencionar os chefões, que, sem dúvidas, roubam a cena por serem totalmente bizarros.

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Ao prosseguir, você notará que a fórmula dos quebra-cabeças é totalmente viciante. O desafio é intenso e a sensação de recompensa no final dos níveis também, graças às novidades como itens, habilidades, blocos e chefes diferentes. Você não vai querer parar.
Fechando o pacote
Catherine ainda apresenta decisões morais que se diferenciam do que estamos habituados a conferir. Não há apenas bem e mal, mas sim liberdade e ordem, trazendo resultados curiosos e até imprevisíveis ao game. É muito bacana ver como tudo isso influencia no decorrer do game e nos finais da campanha, que dura aproximadamente 16 horas.
Depois disso, você ainda pode desfrutar do Babel Mode, que gera quebra-cabeças aleatórios e desafia o jogador a estabelecer a melhor pontuação nos rankings online. Há ainda modos cooperativos e competitivos para quem quiser jogar offline, que também aumentam a longevidade do título.

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Tudo isso regado por efeitos sonoros realmente marcantes, graças a uma trilha de qualidade, que inclui clássicos da música erudita, e uma dublagem que se encaixa perfeitamente com o game. Quanto aos gráficos, tecnicamente, Catherine não é tudo isso, mas a parte artística consegue compensar.

Reprovado

Quase lá
Infelizmente, o esquema de controles nem sempre funciona como deveria, fazendo com que o jogador vá para a direção que não deseja. Além disso, a câmera também é falha e a situação pode se complicar quando você tiver que ir para trás dos blocos.
Catherine definitivamente não é um jogo para qualquer um. Seu foco na trama pode não agradar todos os jogadores e o nível elevado de dificuldade deve repelir os gamers mais casuais.  Por fim, mesmo com as variações na jogabilidade, os momentos de quebra-cabeça podem se tornar repetitivo se o jogador não entrar no clima.

Vale a pena?

Catherine é um dos jogos mais insanos que jogamos. Definitivamente, se você procura algo diferente, então mergulhe de cabeça nesta bizarrice gerada pela Atlus. Uma história repleta de reviravoltas e momentos picantes se torna ainda mais interessante graças ao modo como é narrada. De quebra, você ainda tem a chance de desfrutar de um game totalmente desafiador, que te prenderá até que você descubra tudo sobre as ovelhas. Só não nos culpe se tiver pesadelos.

 

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