Arquivo para julho \31\UTC 2011

Sony lança edição limitada de PS3 para comemorar Copa do Mundo do Brasil

Dungeon Siege III

As brechas no cerco trazem a derrocada do castelo

Dungeon Siege é uma das mais tradicionais franquias de RPG. A ação em cenários de fantasia medieval conquistou uma legião de fãs e rendeu até mesmo uma adaptação para os cinemas — “Em Nome do Rei”, estrelado por Jason Statham e dirigido pelo infame Uwe Boll.
Depois de uma carreira de sucesso nos computadores, a linha acabou ficando um pouco de lado, mas agora, sob a tutela da Obsidian Entertainment (a mesma de Fallout: New Vegas) a série desponta com uma nova edição e de quebra ainda faz sua estreia nos consoles de sétima geração. Mas será que os guerreiros do passado ainda tem o mesmo fôlego?

Aprovado

Aço, pólvora e magias
O maior destaque de Dungeon Siege III é, sem sombra de dúvida, o seu sistema de combate. Apesar de parecer um tanto limitado para os jogadores mais experientes, o esquema é simples, direto e extremamente eficiente; exatamente o que você espera de um hack ‘n’ slash.
Derrotar hordas inimigas é muito satisfatório, mesmo que a pilhagem — abundante — não seja exatamente recompensadora. Ademais, o título ainda conta com oponentes verdadeiramente desafiadores, porém, muito bem elaborados e que não frustram o jogador mesmo na dificuldade mais elevada.

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Os embates são definidos pela sua capacidade técnica e estratégica. Em nenhum momento você se sentirá trapaceado — como em outros títulos que portam chefes apelativos e propostas incoerentes.
De volta ao sistema de combate, podemos escolher um personagem dentre quatro possíveis — cada um de uma classe diferente, com poderes e habilidades distintas: Guerreiro, Caçadora, Acrobata ou Monge (uma espécie de bruxo steampunk).
Por fim, ainda temos uma mudança “estrutural” que pode até passar despercebida pela maioria, mas que realmente contribui para a apreciação da jogabilidade. O esquema de evolução conta com apenas nove habilidades, no entanto, o personagem pode receber vários aprimoramentos em outros “ramos” da árvore evolutiva.
Na prática, a Obsidian simplesmente removeu parte das habilidades e efeitos da árvore principal, deixando-os em uma parte independente. Todavia, essa simples mudança permite que você tenha uma visualização muito melhor de como seus pontos são gastos e utilizados pelo seu personagem.
 
Turba medieval
Outro ponto forte de Dungeon Siege III é o seu multiplayer com suporte para a te quatro jogadores simultâneos. Nas partidas offline você poderá embarcar em campanhas cooperativas com dois participantes, já no modo online a missão fica ainda mais caótica com quatro guerreiros ocupando a mesma tela.
Um dos pontos altos do jogo é poder atacar uma horda inimiga em um grupo de combatentes bem entrosados — mesmo que vocês tenham se conhecido alguns minutos atrás. Mesmo assim, ainda existem alguns problemas na dinâmica de jogo, mas abordaremos esses pontos mais adiante.

Reprovado

Anacrônico 
No quesito visual, Dungeon Siege III é um belo título, para um jogo lançado seis anos atrás. Porém, já estamos em 2011 e os gráficos atuais já podem entregar imagens muito superiores.

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apresentação em si é muito boa, a direção de arte rende cenários bem elaborados e efeitos mágicos interessantes. O mesmo também vale para a trilha sonora e dublagens, todos muito bem produzidos. Entretanto, fica a sensação de que estamos jogando algo com gráficos datados.

Quem pouco atrapalha, muito ajuda

A jogabilidade de Dungeon Siege III é seriamente debilitada nos computadores. A franquia que fez história no PC acabou focando seu desenvolvimento nos consoles de sétima geração — Xbox 360 e PlayStation 3 —, assim, os controles estão todos “mapeados” para facilitar o uso dos controladores das plataformas caseiras.
Todavia, esses comandos “simplificados” não foram bem traduzidos para o PC e alguns elementos parecem “desajeitados”. O controle da movimentação é particularmente horrível, haja vista que as teclas W e S comandam movimentos para frente e para trás, enquanto que os botões A e D apenas giram a câmera.
 
Não se esqueçam de mim 

O multiplayer cooperativo é uma excelente adição ao jogo, no entanto, ainda reserva alguns problemas técnicos que realmente prejudicam a apreciação final do título. Um bom exemplo é a câmera que não acompanha o seu personagem.

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A câmera é fixa e os jogadores não podem explorar o cenário livremente, pois ficam restringidos ao ângulo da tela. Assim, não é difícil ver personagens ficarem presos em encruzilhadas por conta da “falta” de tela, algo que também pode ocasionar algumas mortes acidentais. Assim, a comunicação entre os jogadores é essencial, para que ninguém fique para trás.
Outro ponto negativo é a impossibilidade de “transportar” o seu personagem entre as partidas single player e multiplayer. Cada campanha deve ser jogada com um herói diferente, ou seja, quaisquer habilidades e equipamentos adquiridos em um modo ficam restritos ao “save” em questão.

Vale a pena?

Dungeon Siege III tem um apelo limitado. Mesmo não sendo um jogo ruim, o título deixa muito a desejar e realmente só agrada aos fãs mais genuínos da série.
A campanha é relativamente curta para os padrões do gênero, mas a possibilidade de encarar os desafios em partidas cooperativas é um grande adicional. Além disso, a edição para os consoles conta com uma jogabilidade bem afiada, o que não se reflete nos computadores.
Os visuais ultrapassados são outro problema, no entanto, a direção de arte consegue superar boa parte das limitações técnicas. No final das contas, Dungeon Siege III é um jogo mediano, mas que decepciona por conta da sua origem nobre — haja vista que os títulos anteriores da franquia foram muito bem recebidos.

Rayman Origins

Prepare-se para morrer muitas… Muitas vezes

Embora seja possível dizer que Rayman Origins é um título old school  simplesmente porque há aqui um personagem clássico perambulando por cenários 2D, fato é que isso seria limitar um pouco o conceito aqui. Na verdade, o renascimento do desgastado mascote da Ubisoft traz consigo uma característica cada vez mais rara nos blockbusters atuais.
Basicamente, trata-se daquela completa falta de pudor em matar muitas vezes (e de várias formas diferentes) o herói do jogo. Em outras palavras, é bom resgatar aquela dose extra de paciência e determinação que formava os jogadores das gerações mais antigas… Ou prepare-se para passar muita raiva. Não que a beleza dos cenários não ajude a relaxar, é claro.

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Um caleidoscópio interativo

Entretanto, Origins certamente vai além disso. Na verdade, pode-se dizer que o título é uma espécie de Super Mario Bros. Wii acrescido de psicotrópicos — efeito direto do conjunto de ferramentas UbiArt. Há uma verdadeira profusão de cores e elementos, sempre para compor um cenário tão interativo… Quanto mortífero.
De fato, o preciosismo da Ubisoft ao detalhar os cenários aqui chega quase a atrapalhar. Isso porque algumas parte são tão incrivelmente belas e orgânicas, que fica difícil divisar onde se pode e não se pode pular, que estruturas evitar etc.

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Não que isso tire qualquer mérito da desenvolvedora, que, de fato, não trouxe apenas novos detalhes para o universo de Rayman, mas também dotou o jogo de grande variedade de locais — todos com aquele feeling incrível de um desenho feito à mão. Dessa forma, pode esperar passar de florestas densas para desfiladeiros potencialmente mortais (sobretudo no caso de Rayman) e quedas d’água de encher os olhos.

Pode ficar ainda melhor no modo cooperativo…

Rayman Origins é um desfile de mortes prováveis e improváveis. Não tem porque ser diferente no modo cooperativo, é claro. Aliás, talvez seja justamente esse ponto que possa evitar uma queda do game da Ubisoft no pouco desejado apelido de “cópia de Super Mario Bros. Wii” — embora um personagem que despenque na tela aqui também seja devolvido como uma bolha para a ação.

Na verdade, as semelhanças aqui param no fato de que até quatro personagens podem dividir a aventura em uma mesma tela. Só isso. De fato, um companheiro de viagens aqui pode até mesmo ocasionar uma ou duas mortes acidentais, o que apenas deixa a coisa toda ainda mais divertida.
Embora não seja assim tão relevante, há também uma história aqui. Ao que parece, “The Glade of Dreams” (algo como A Clareira dos Sonhos) anda com problemas, e o Conselho de Fadas precisa novamente da ajuda do herói sem membros. Sim, é apenas uma desculpa para jogá-lo através de 60 fases distribuídas em 12 tipos diferentes de panos de fundo.
Rayman Origins tem lançamento previsto para o quarto trimestre deste ano. Aguarde novidades.

X-Men: Destiny

Eu, mutante

Pode-se dizer qualquer coisa sobre X-Men: Destiny no futuro, menos que a desenvolvedora Silicon Knights não tem colhões. Afinal, lançar um game sobre X-Men… No qual você, em nenhum momento, controlará um personagem remotamente familiar é, de fato, um passo arriscado. Mas tudo bem, afinal, trata-se de um Beat’em Up — e poucas coisas tem menos potencial pop do que um bom jogo de pancadaria.
É claro: também há as escolhas morais. Seguindo a impressão deixada pela apresentação do game durante a última edição da Comic-Con, X-Men: Destiny é um jogo que ainda deve se provar. Afinal, a proposta de “X-Men genéricos” está aqui fortemente atada a ideia de que “você poderá escolher seu próprio destino”. E, bem, se isso não fosse realmente possível, largaria para trás a inevitável pergunta: não seria melhor simplesmente lançar mais um jogo com os mutantes tarimbados? Talvez não. Vamos aos detalhes.

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Escolha seu destino… Logo depois do seu personagem, é claro

Dessa forma, em vez de sair disparando rajadas com o Ciclope ou rasgando metal como manteiga no controle do irascível Wolverine, aqui você terá três sujeitos mais ou menos próximos da adolescência. Aimi Yoshida é uma garota japonesa de 15 anos que fugiu de sua terra natal para que não acabasse em um campo de concentração mutante — segundo a história, a menina era muito jovem para entender por que teve que deixar o Japão, e portanto se sente abandonada.
Mas também há Grant Alexander, um estudante estadunidense da Georgia, cujos planos envolvem mais o estrelato como jogador profissional do que qualquer pretensão de reconhecimento mutante — pelo menos a princípio. Por fim, o terceiro personagem, Adrian Luca, é um membro do grupo antimutantes “The Purifiers; Adrian seguiu as ordens de seu pai, pelo menos até o momento em que seus genes “X” passaram a atuar.

Embora as suas escolhas se limitem a três sujeitos desconhecidos (embora com considerável potencial), há uma patota considerável de figurinhas prontamente reconhecidas do universo de X-Men aqui. Até o momento foram confirmados Wolverine, Magneto, Homem de Gelo, Ciclope, Emma Frost, Colossus, Gambit, Faísca, Noturno, Pixie, Fada, Mística, Estrela Polar, Pyro, Groxo, Caliban, Forge e Juggernaut.
Interagir com X-Men consagrados não apenas serve para conferir profundidade à história, como também pode garantir um apoio mais do que bem-vindo para a guerra iminente. Trata-se certamente de um dos diferenciais de Destiny — juntamente com a sua habilidade de recombinar seus genes “X”.
 
Pancadaria descomplicada

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 Em termos de jogabilidade, X-Men: Destiny provavelmente não se afasta muito do estilo clássico de Beat-em Up a que você deve estar acostumado. Trata-se de algumas combinações simples de botões, que liberam desde ataques simples a poderes mutantes. Entretanto, alguns floreios conferem certo diferencial às cenas de ação: a mensagem de texto que avisa sobre a existência de um inimigo nas cercanias é destruída juntamente com o sujeito — não que seja muito relevante, mas certamente tem estilo.
E, é claro, a ação ganha novas cores conforme o seu personagem busca alianças e faz suas escolhas dentro de um cenário devastado por uma guerra genética não muito diferente do que se poderia encontrar no “mundo real” — exceto, talvez, pelos superpoderes.
De qualquer forma, mantém-se a dúvida: Destiny será mesmo capaz de oferecer profundidade e desdobramentos suficientes às suas escolhas? É de se esperar que escolher entre “mutantes” e “humanidade” não desemboque simplesmente em uma porção distinta de cenário.
X-Men: Destiny tem lançamento previsto para o dia 27 de setembro. Fique ligado para mais novidades.

Produtores de Battlefield 3 e Modern Warfare 3 falam sobre a rivalidade entre seus games [enquete]

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Tanto nos games quanto fora deles: a guerra está declarada. Considerados rivais desde seus anúncios, a batalha entre Call of Duty: Modern Warfare 3 e Battlefield 3 volta a ser destaque. Produtores dos dois títulos falaram sobre as vantagens de cada produto e reacenderam a chama do confronto que será travado nas lojas no fim do ano.
O diretor de marca do jogo da DICE, Kevin O’Leary, falou ao site americano Kotaku que não acredita que os verdadeiros usuários irão ver os dois títulos como concorrentes, pois eles jogarão ambos. Contudo, ele fez questão de frisar que a produção de sua empresa é focada na experiência no campo de batalha e que até mesmo os mapas pequenos têm a sensação de grandiosidade.
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Sobre os aspectos técnicos, O’Leary afirmou que o motor gráfico Frostbite 2 irá agradar muito mais aos usuários hardcore, pois eles estarão interessados em ver a destruição e o novo sistema de animação em ação. Em relação ao fato de Battlefield 3 rodar a 30 quadros por segundos nos consoles, o diretor afirmou que não se trata de números, mas da experiência oferecida.
Do outro lado, Modern Warfare
Já o estrategista criativo da Infinity Ward, Robert Bowling, demonstrou uma posição um pouco mais confiante no sucesso de seu título, mas não nega que é preciso estar atento às reivindicações dos fãs para saber o que ainda precisa ser corrigido. Ele afirma que os números dão ao estúdio uma garantia de que eles fizeram um ótimo trabalho com Call of Duty: Modern Warfare 2, mas que, ao mesmo tempo, há uma legião de usuários reclamando de aspectos que eles não gostaram.
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Bowling ainda disse que as duas séries já possuem uma base bem consolidada de usuários e que, geralmente, as preferências surgem das diferenças existentes entre os jogos. Desse modo, ele explica que o Twitter é melhor forma de estar atento às críticas e sugestões dos jogadores, algo que a desenvolvedora usa para melhorar seu game.

Nintendo 3DS: redução de US$ 80 no preço e jogos grátis para quem já comprou o portátil

Parece loucura, mas a Nintendo acaba de anunciar uma redução de preço para o Nintendo 3DS, o portátil com tela 3D que chegou às lojas em março deste ano. A partir do dia 12 de agosto, o console passará a custar US$ 169,00, significando uma queda de US$ 80,00 em relação ao preço atual (US$ 249,00).
Felizmente, a companhia também preparou um presente para quem já comprou o console. Os usuários que contam com o portátil e fizerem login na eShop até o dia da queda de preço terão direito a 10 jogos de NES (o clássico Nintendinho)  e 10 jogos para Game Boy Advance, lançados via Virtual Console.
Os títulos para NES incluem sucessos como Super Mario Bros., Donkey Kong Jr., Balloon Fight, Ice Climber e The Legend of Zelda e devem ser disponibilizados a partir do dia 1º de setembro.
Na lista dos jogos de Game Boy Advance, que chegam até o fim do ano, temos clássicos como Yoshi’s Island: Super Mario Advance 3, Mario Kart: Super Circuit, Metroid Fusion, WarioWare Inc.: Minigame Mania e Mario vs. Donkey Kong. A Nintendo comentou que não tem planos para lançar os jogos do Game Boy Advance para o público em geral — ou seja, os jogos são exclusivos para quem comprou o 3DS antes da queda de preço.
Um dos prováveis motivos da queda de preço é a pressão do portátil concorrente da Sony, o Vita, que deve aterrissar no mercado até o final do ano. Além disso, aparentemente, as vendas do 3DS não estão muito bem, já que a Nintendo diminuiu suas projeções para este ano fiscal, passando de ¥110 bilhões para apenas ¥20 bilhões.

Sony divulga balanço financeiro e revela queda nas vendas do PlayStation 3

A Sony publicou seu balanço de vendas referente ao primeiro trimestre do ano fiscal e demonstrou que o início de 2011 teve vários altos e baixos. De acordo com o relatório, houve uma queda de 25% nas vendas de PlayStation 3 em relação ao mesmo período de 2010, mas os lançamentos compensaram a redução de receita.
Segundo a companhia, foram 1,8 milhões de consoles vendidos até o último dia 30 de junho, enquanto o ano anterior obteve um total de 2,4 milhões — possivelmente por conta do roubo de dados da PSN, que assustou muitos consumidores.
No entanto, mesmo com a diminuição, a fabricante japonesa comemora a marca de 51,8 milhões de PS3 circulando em todo o mundo, ficando um pouco atrás do Xbox 360, que conta com 55 milhões de aparelhos. Além disso, ela espera que, até o início do próximo ano fiscal, 15 milhões de novos consoles cheguem ao mercado.
Já na área dos jogos, a Sony viu sua receita aumentar, pois foram 26,1 milhões de unidades, apresentando um crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2010. O PSP também trouxe números significativos para a empresa. A procura pelo portátil, por exemplo, aumentou e chegou à casa dos 1,8 milhões. Contudo, seus jogos não agradaram tanto e tiveram uma queda considerável de quase 30%.