Saints Row: The Third

Saints Row quer ser levado a sério… Mas não muito

Saints Row é uma franquia que nunca se levou muito a sério. Afinal, quando se entra no mercado para competir com algo do naipe de um GTA, a saída mais simples é fazer com que tudo vire uma grande piada cheia de bandidos caricatos, personalizações absurdas e gráficos que, na melhor das hipóteses, seriam uma homenagem aos anos dourados do PlayStation 2. Mas espere. Isso deve mudar em breve.
Em Saits Row: The Third, a Volition parece determinada a abandonar a posição de azarão entre os jogos de mundo aberto. Em primeiro lugar, no que diz respeito à qualidade gráfica — uma das reclamações mais recorrentes em relação aos primeiros dois jogos. Em vez de oferecer um título com gráficos tacanhos e requisitos técnicos avançados, a edição prévia da cidade de Stilwater — com geometrias cruas e texturas risíveis — foi abandonada por uma criação muito mais meticulosa.
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Ainda uma caricatura
Mas sim. A história continua como o mesmo pastiche descompromissado e hilário das versões anteriores. Você será novamente arremessado para dentro de um ambiente orgânico compostos de diversas gangues, todas engajadas em uma guerra perpétua pelas fatias do mercado “alternativo” de Stilwater.
Após um roubo a banco que não exatamente saiu conforme o esperado, os Saints acabaram atrás das grades — papel degradantes para uma gangue que havia se tornado uma espécie de superestrela entre a mídia. A gangue foi então libertada pelo famigerado Sindicado, representado por Phillipe Loren da gangue Morning Star, que então convidou o grupo para um encontro privativo em seu avião particular.
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Eis a “atraente” proposta de Loren: os Saints ganham um acento permanente no Sindicato… Desde que abram mão de dois terços dos seus lucros. Considerando a proposta ultrajante, você terá que abrir caminho à bala para fora do jato, iniciando a missão que abre as portas da renovada versão de Stilwater.
Mas sim, você terá que se lançar novamente contra inimigos multicoloridos, egressos de alguma história em quadrinhos sobre gangsteres. Quer dizer, nada de bandidos reais com motivações dramáticas ou algo do gênero.
A Morning Star, por exemplo, é descrita simplesmente como “os cafetões do século XXI”; sujeitos que conseguiram transformar a prostituição em algo tremendamente lucrativo. Além de Loren, a organização responde também aos desmandos das empoladas irmãs De Winter. Já os Luchadores representam os músculos do jogo — sujeitos inspirados nos clássicos competidores da luta livre mexicana.
Finalmente, os Brithish Deckers são responsáveis pelo cibercrime em Stilwater. A trupe é liderada pela estrela da internet Matt Miller, o qual é provavelmente mais corajoso através de uma chamada telefônica do que em pessoa.
Um passo além do sandbox clássico
Após a quebra de diplomacia com os representantes do Sindicato, segue-se uma cena que pretende, na verdade, dar o tom de toda a terceira edição de Saints Row. Depois de pular de paraquedas do jato particular de Phillipe Loren, você ainda terá que apagar alguns brutamontes que vão persegui-lo pelas ruas da cidade.
Seguindo a nova proposta da Volition, essa variação de objetivos/jogabilidades deve se manter por todo o jogo. Ou, segundo afirmou a produtora ao site PCgamer.com, objetivos distintos devem contar até três quartos da história dos Saints em The Third. A ideia é deliberadamente se esquivar dos desafios tradicionalmente associados a jogos de mundo aberto.
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De escopetas a bombardeios aéreos
Ok, então haverá desafios pouco tradicionais em Saints Row: The Third. Mas isso não significa que a Volition não encherá o seu cinto de utilidades aqui com um verdadeiro arsenal; isso para aqueles momentos em que o bom e velho tiroteio seja a única possibilidade.
As suas armas em The Third vão do mais clássico e simplório até o mais tecnologicamente absurdo e destruidor. Embora, no início da história, você tenha à disposição apenas coisas mais singelas como escopetas, pistolas e rifles, as coisas ficam progressivamente mais interessantes conforma a trama avança.
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Por exemplo? Que tal utilizar tecnologia militar em uma briga de gangues? Sem problemas. Há aqui coisas como o “laser designator” , que pode ser utilizado para invocar ataques aéreos (semelhante ao Hammer of Dawn), sem falar em um míssil dirigível a La Call of Duty.
Mas as coisas podem ficar ainda mais interessante conforme você assume o controle de veículos, habilidade que ainda pode ser evoluída para controlar remotamente helicópteros e outros veículos de grande porte. Impossível prever o potencial tático de algo assim!
Não seria Saints Row sem personalização
Mesmo quem não se lembra muito bem da trama dos primeiros jogos deve se recordar de uma particularidade de Saints Row: a personalização. Afinal, não se tratava de simplesmente alterar a cor do cabelo ou colocar calotas em um conversível. Trata-se na verdade de um jogo que permitia alterações até mesmo nos trejeitos do seu protagonista — estilo de andar e expressões faciais, por exemplo.
Img_normalBem, isso deve se manter em The Third, que deve incluir ainda diversas possibilidade para se alterar o horizonte da espoliada cidade de Stilwater, mantendo-se a possibilidade de se manter um guarda-roupas variado (chamativo) e demais alterações cosméticas. É claro, sem isso, não seria Saints Row.
Ademais, resta ainda a dúvida quanto á nova orientação da Volition. Ok, então Saints Row deve se tornar um jogo sério, encarando de frente pesos-pesados como GTA e Red Dead Redemption — não por acaso, ambos títulos da Rockstar —, deixando de lado, talvez, certa aura de retardatário. Naturalmente, isso envolve novos desafios.
Saints Row The Third deve dar as caras até setembro deste ano. Aguarde novidades.

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