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Mortal Kombat

Os fãs dos jogos de luta têm todos os motivos do mundo para sair na rua gritando que vivemos numa geração perfeita. O motivo? A era do Xbox 360 e PlayStation 3 simplesmente ressuscitou alguns dos clássicos mais importantes da história do gênero. Primeiramente, temos o lendário retorno de Street Fighter com Street Fighter IV, game extremamente conceituado e adorado pelos fãs. Mais recentemente, outro título que chegou às lojas foi Marvel vs. Capcom 3, que, após 10 anos parado, retornou com todo seu ritmo frenético para alucinar seus jogadores.
Temos dois dos títulos mais relevantes da história dos jogos de luta de volta à ativa e devidamente retratados em alta definição. O mais bacana é que, em vez de apostar em uma jogabilidade totalmente inovadora, as desenvolvedoras optaram por criar games ideais para os saudosistas, com um esquema de jogo clássico que agrada qualquer fã barbudo.
Mas, falta alguém nesse trio. E alguém muito importante. Alguém tão impactante no mundo do entretenimento eletrônico que foi capaz de gerar o surgimento de um órgão de classificação etária nos Estados Unidos que impedisse que jogos extremamente violentos fossem vendidos às crianças. Sim, estamos falando de Mortal Kombat.
Para falar a verdade, Mortal Kombat já apareceu nesta geração — embora muitos fãs prefiram nem considerar o conflito contra a DC Universe como um autêntico jogo da série. Mas, há muito tempo, desde a época do PlayStation, os fãs esperam por um retorno às origens. E, definitivamente, a sétima geração é a época ideal para isso.


Aproveitando a onda de seus rivais, a NetherRealm Studios, a desenvolvedora de Ed Boon, o criador da série Mortal Kombat, decide anunciar nada menos que Mortal Kombat. Sim, um título cru, sem qualquer número ou subtítulo depois de seu nome. O motivo? Mortal Kombat é a tão esperada revitalização da série.
E não poderíamos ficar mais empolgados. Um retorno às origens é tudo que os fãs vêm pedindo ao longo dos anos e, certamente, essa viagem poderia salvar a série do fracasso. Finalmente, Mortal Kombat está nas lojas.
A promessa é um jogo ao estilo que qualquer um que conheça a série reconheça. Ou seja, lutas em um plano 2D e a velha e controversa brutalidade que deixou tantas mães preocupadas na década de 1990. Mas será que a NetherRealm finalmente conseguiu uma vitória impecável? Ou o novo Mortal Kombat é mais uma Fatalidade para a série?  Sem perder tempo, o Baixaki Jogos resolve por as mãos no game e analisá-lo a fundo, justamente para responder estas perguntas aos fãs saudosistas e novos jogadores.

Aprovado

A história de Mortal Kombat
Sem dúvidas, um dos elementos que mais chama a atenção no novo Mortal Kombat é seu modo principal, a campanha. À primeira vista, muitos podem achar que estamos falando apenas de mais uma modalidade em que o jogador escolhe um dos personagens e enfrenta vários oponentes até chegar ao chefe final, com a história aparecendo apenas como desculpa para toda pancadaria.
Contudo, em Mortal Kombat, a proposta é bem diferente. A NetherRealm decidiu apostar em uma jornada completamente diferente. Em vez de escolher seu jogador, a campanha traz uma jornada única. Não há seleção de personagens e  o próprio jogo dita qual será o próximo lutador encarnado por você.
Ok, então temos jogadores aleatórios e isso é tudo? Não exatamente. A grande sacada da campanha, na realidade, é seu estilo cinematográfico. O modo é completamente dirigido, apresentando diversas cenas de corte que ilustram toda a trama com muita eficiência. É como se estivéssemos desfrutando de um filme baseado no game, com um roteiro devidamente adequado e criado pelos próprios donos da franquia. O melhor de tudo é que, nos momentos de ação, você é quem participa da pancadaria.
Mas, antes de nos aprofundarmos nas lutas, vamos falar um pouco sobre os acontecimentos que envolvem o novo jogo da série. De fato, a trama de Mortal Kombat é bacana, principalmente se compararmos com outros jogos de luta.


O jogo começa com uma visão catastrófica do universo de Mortal Kombat, exibindo praticamente todos os lutadores que conhecemos estraçalhados das maneiras mais brutais. Sim, Johnny Cage, Scorpion, Sonya Blade e vários outros guerreiros importantes da série estão mortos.
Após um panorama no brutal cemitério, chegamos ao topo de uma espécie de pirâmide, na qual dois guerreiros ainda se enfrentam. Quem conhece a série certamente notará Raiden como a vítima dos ferozes punhos de ninguém menos que Shao-Kahn, uma das figuras mais temidas de todo o universo.
Infelizmente, a situação não está muito boa para o Deus do Trovão. Assim como os demais “Kombatentes”, Raiden está prestes a ser dizimado por Kahn, que pretende unir a Exoterra com o Reino Terrestre, acabando, assim, com toda vida em nosso planeta. A última esperança de Raiden está em seu medalhão. Com ele, o lutador consegue enviar uma mensagem para si mesmo num passado não muito distante.
Nela, Raiden deixa claro que o futuro para o Raiden do passado não é muito acolhedor. Coincidentemente, esse “Raiden do passado” encontra-se exatamente nos momentos iniciais do primeiro Mortal Kombat. E o que isso significa? Uma história alternativa é claro.


Você começa literalmente no inicio de toda a saga e Raiden percebe que, para salvar o mundo, terá de reescrever tudo o que vimos até agora em relação a Mortal Kombat. Ou seja, você reviverá os eventos dos principais games da série, enfrentando personagens e inimigos que surgiram ao longo da série.
Sem dúvidas, eis uma excelente maneira para os novatos na série conhecerem tudo sobre Mortal Kombat. Além disso, quem é fã também vai gostar de aprender um pouco mais sobre cada um dos personagens, descobrindo segredos que jamais imaginávamos — você sabe qual é a relação de Noob com Sub-Zero?
Tudo isso gera uma experiência bem diferente de qualquer outro game de luta, com cutscenes ilustrando a história e os momentos que precedem a pancadaria intensa de cada combate vivido pelo jogador.  
Para reforçar o impacto da trama, a NetherRealm preparou vários atores competentes, que dublam cada um dos personagens com muita personalidade. Destaque também para o trabalho da desenvolvedora em relação à própria mitologia abordada pelo game, a qual, finalmente, foi esclarecida como deveria.
Em suma, a campanha de Mortal Kombat é muito interessante para o gênero. A linearidade cinematográfica deste modo consegue cativar os jogadores de uma maneira bem diferente, dando valor a um dos aspectos que, muitas vezes, é deixado de lado nos jogos de pancadaria. Palmas para a NetherRealm.
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Um “Kombate” diferente
É claro que a trama não é o único pilar estrutural de Mortal Kombat. Felizmente, a desenvolvedora também caprichou bastante na jogabilidade, que deve agradar, principalmente aos jogadores novatos.
Mas, antes que os saudosistas de assustem, o esquema de jogo realmente está mais parecido com os jogos antigos da série. Em vez de poder explorar o cenário em todas as direções, como ocorre em Mortal Kombat: Armageddon, o jogador limita-se apenas a um espaço 2D, como ocorre em Street Fighter IV.
Esse formato clássico já supre um dos desejos dos grandes fãs da série, cuja grande maioria simplesmente não conseguiu se adaptar à exploração lateral. Os personagens e ambientes, contudo, são modelados em 3D — nada de sprites animados aqui.
O objetivo das lutas é tão simples quanto qualquer outro jogo do gênero: você deve golpear seu oponente até que sua energia se esvazie para vencer a luta. Contudo, para isso, podemos utilizar uma série de artifícios diferentes, desde socos e pontapés até golpes especiais e muito mais brutais.
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Mas, quem se acostumou com o famoso esquema de soco baixo e soco alto terá de rever seus conceitos. Mortal Kombat deixou as especificações de altura de lado no novo esquema de controles. Em vez disso, temos um botão representando cada membro do corpo — ao melhor estilo Tekken.
Com isso, todo o jogo é alterado drasticamente, principalmente em relação aos títulos pré-3D da série. Embora alguns possam estranhar essa mudança, quem é novato na série certamente se sentirá em casa. Os combos estão mais simples, alcançando no máximo três ou quatro comandos para as combinações pré-definidas. Além disso, os próprios ataques especiais também foram facilitados: no máximo três direções e um ou dois botões já dão conta do recado.
“Come here!”
E, falando em ataques especiais, Mortal Kombat continua com a tradição das lanças acopladas a correntes e esferas congelantes, oferecendo vários tipos de magias diferentes. As clássicas continuam praticamente intactas, recebendo apenas alguns retoques estéticos e, em alguns casos, pequenas alterações em seus efeitos.
É interessante notar o capricho da NetherRealm na composição de cada uma das magias. Elas esbanjam efeitos e isso só torna toda a experiência ainda mais interessante. Quem é fã da série vai gostar bastante de ver como ficou a transição daqueles clássicos golpes para a atual geração.
E não pense que a mudança nos controles de Mortal Kombat tirou toda a profundidade do jogo. Mesmo que alguns elementos tenham sido extinguidos, ainda é possível desferir algumas combinações bacanas, principalmente durante a queda do oponente (juggle) e com a ajuda de outro lutador — em breve falaremos sobre isso.
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O ritmo dos combates é bem dinâmico. Predominantemente, as lutas não chegam a ser tão frenéticas quanto à pancadaria de Marvel VS. Capcom 3, trazendo um compasso semelhante ao de Street Fighter IV. Entretanto, alguns golpes especiais podem surpreender o oponente, pois são realmente ágeis. Sendo assim, fique sempre atento, caso contrário pode acabar com o pé de Liu Kang em sua boca.
As novidades da jogabilidade
Por falar em pé na boca, Mortal Kombat traz diversas novidades interessantes à sua fórmula. Primeiramente, temos um medidor Super que age quase que exatamente como a barra homônima encontrada em Street Fighter IV. Ele é divido em três secções e pode ser utilizado de várias maneiras.
Ao preencher uma das secções, o jogador está pronto para lançar o que o game chama de Enhanced Attacks — algo como “ataques aprimorados”, numa tradução livre para o português. Eles funcionam de modo semelhante aos golpes EX da nova série Street Fighter e são executados quando o jogador adiciona o botão de defesa a um comando especial.
A esfera de fogo de Liu Kang, por exemplo, é acionada com o seguinte comando: para baixo, para frente e soco. Caso o jogador queira utilizar o mesmo ataque, mas de modo aprimorado, basta realizar o mesmo comando e pressionar o botão de defesa junto com o soco. Com isso, seu personagem lançará um ataque um pouco diferente e mais potente, algo que pode ser essencial para a sobrevivência nos momentos mais complicados das lutas. É bacana notar a variação de cada um dos golpes especiais.
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Quando o jogador alcança a segunda secção da barra, o contra-ataque é liberado. Esse movimento é executado quando o jogador pressiona, simultaneamente, o botão de defesa e para frente no direcional.  Com isso, dois segmentos são consumidos e o seu lutador desfere um golpe enquanto defende o ataque do oponente, revertendo toda a situação do combate.
Brutal é pouco
Por último, mas definitivamente não menos importante, temos os X-Ray Attacks. Esses ataques só podem ser utilizados quando a barra está completa e seu estrago é simplesmente absurdo. Acionar um X-Ray Attack é bem fácil: basta pressionar, simultaneamente, os gatilhos de cada lado do controle.
Se o golpe for um sucesso, você terá um verdadeiro show de brutalidade em sua tela. Como o próprio nome sugere, o X-Ray Attack é um ataque especial no qual você enxerga os ossos e órgãos internos do oponente sendo seriamente danificados. Assim, uma cena extremamente violenta é exibida em câmera lenta tela, rendendo momentos muito doloridos e que consomem uma boa parcela da energia da vítima.
Cada um dos personagens possui seu próprio X-Ray Attack e, assim como os Fatalities, você certamente ficará curioso para ver o efeito de cada um deles. Alguns usam seus próprios punhos para arrebentar os oponentes enquanto outros preferem utilizar suas armas para atravessar o crânio ou quebrar os ossos do joelho da vítima.



Quem já está quase passando mal com a violência dos X-Ray Attacks pode segurar seu estômago, pois nós ainda nem falamos dos Fatalities. Como se pode imaginar, esses são os ataques mais nojentos do game. Então, tire as crianças da sala e prepare aquele saco de pipocas vazio para qualquer inconveniência.
“Finish Him!”
Ah, os Fatalities. O pilar estrutural feito de ossos que sustentou a franquia Mortal Kombat com muito sangue e vísceras desde o início da série. Sem dúvidas, quando falamos em Mortal Kombat, a primeira coisa que nos vem a cabeça são essas brutais finalizações. E, quando um novo jogo da série é lançado, todos se perguntam: como estão os Fatalities?
Aqui a regra é a seguinte: quanto mais violento, melhor. E, definitivamente, Mortal Kombat respeitou bem esse mandamento. O jogo traz simplesmente as finalizações mais brutais de toda a franquia.
Para quem não sabe, as execuções finais são executadas antes do término de cada luta, quando um dos oponentes é derrotado e a mensagem Finish Him/Her aparece na tela. Nesse momento, você deve realizar uma combinação de botões para que o comando seja executado. Felizmente, a NetherRealm facilitou um pouco a vida dos jogadores, dando mais tempo para a execução dos Fatalities e sendo mais tolerante em relação ao espaço necessário — você pode até praticá-los num modo de treinamento. Mesmo assim, executar algumas finalizações ainda é um desafio interessante, mas que vale a recompensa.
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Não há como descrever em palavras a brutalidade das finalizações de Mortal Kombat. Todos os personagens realmente capricham nos Fatalities, cortando, despedaçando, explodindo, arrancando a pele e até vomitando ácido nos oponentes. Isso sem contar os tradicionais Fatalities específicos de cada cenário, que também traz alguns resultados não muito agradáveis para as vítimas. Em geral, o estrago chega a impressionar pela fidelidade com a realidade, permitindo que os jogadores visualizem entranhas, ossos e, obviamente, muito sangue.
Se você procura Fatalities violentos e impressionantes, então este Mortal Kombat é a melhor opção de toda a série.
Simplesmente diferente
Você deve ter percebido que Mortal Kombat compartilha várias semelhanças com a série Street Fighter IV. Afinal, não poderia ser diferente, já que ambas são revitalizações de suas franquias. Mas, qual jogo é o melhor? Existe uma resposta para isso? Um assunto complicado, mas alguns pontos podem ser levantados para quem quer saber qual jogo combina mais com sua personalidade.
Mortal Kombat é um game divertido, com um show de brutalidade em praticamente todos os seus golpes. Alguns movimentos são tão exagerados que impressionam, positivamente, qualquer um que esteja segurando os controles, e é isso que faz da série um sucesso. Agora, se você procura profundidade, talvez o game não seja a melhor opção.
Primeiramente, a animação é menos fluída que a de Street Fighter IV. Os golpes não se encaixam tão suavemente como no jogo da Capcom, impedindo que o jogador desempenhe combos que não estão no repertório do lutador escolhido. Além disso, há um atraso notável entre cada golpe, que pode resultar em lutas bem menos ágeis que as estreladas por Ryu e companhia. Além disso, esqueça os Focus Cancel, as Frame Datas (estudadas minuciosamente pelos jogadores profissionais de Street Fighter) e os combos que só podem ser executados em janelas de um quadro por segundo.
A proposta de Mortal Kombat é essencialmente divertir aliando a jogabilidade com a violência exagerada que caracterizou a franquia. Jogadores casuais podem preferir MK justamente por isso, mas os hardcores também passarão algum tempo ao lado do game para desfrutar o máximo dos combos que o jogo tem a oferecer.
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Em suma, Mortal Kombat é um jogo menos técnico, mas nem por isso menos divertido que Street Fighter IV.
Lutas em dupla
Mortal Kombat é um dos jogos de luta mais completos desta geração. Além do inovador modo campanha, o título também traz várias opções extras que ampliam significativamente a sua longevidade.
Primeiramente, temos o clássico modo Arcade, que resgata toda a essência dos antigos jogos da série lançados para os fliperamas. Aqui, o jogador deve escolher uma das torres e enfrentar cada um dos oponentes até finalmente chegar a Shao-Kahn, o chefe final. Uma representação adequada da fórmula clássica e direta que conquistou tantos fãs.
Fora isso, o jogador também pode desfrutar do Tag Mode. Nesse modo, os combates envolvem quatro lutadores, que formam duplas para se enfrentar em um combate mortal. A jogabilidade continua basicamente a mesma, mas você utiliza o botão L1 (LB no Xbox 360) para chamar seu companheiro.
Você pode simplesmente trocar de personagem durante a batalha ou então executar combos misturando golpes de ambos os guerreiros. Sem dúvidas, uma adição que fornece muito mais dinamicidade á fórmula, resultando em combates muito mais sangrentos e intensos. O modo pode ser desfrutado por até quatro jogadores, com cada um controlando um dos lutadores. Também é possível formar uma dupla para enfrentar o computador ou outros jogadores online.



Somente para os mais fortes
Além do Tag, Mortal Kombat também oferece a Torre de Desafios. Como o nome sugere, o jogador encontra, aqui, uma torre semelhante ao do modo Arcade. Mas, em vez de simplesmente enfrentar os oponentes, cada andar reserva os mais distintos desafios.
Nessa Torre temos vários mini games distintos, incluindo alguns já conhecidos pelos fãs da série.  Em Test Your Might (Teste Sua Força) você tem de pressionar rapidamente os botões da face do controle para encher um medidor localizado na parte esquerda da tela. Quando a “energia” ultrapassar o marcador você deve pressionar um dos gatilhos para desferir o golpe final e quebrar o objeto indicado.
Há também uma variação deste mini game chamada Test Your Strike (Teste Seu Golpe). Aqui a fórmula é basicamente a mesma, mas você deve pressionar o gatilho dentro da área segmentada indicada no medidor. Sendo assim, não é possível pressionar loucamente os botões até que a energia ultrapasse o medidor. É necessário calcular seu golpe e desferir o ataque no momento em que a energia está dentro dá área determinada.
Já o Test Your Sight (Teste Sua Percepção) é uma espécie de jogo da memória que realmente testa a sua percepção. Aqui, você deve ficar atento a um objeto que é colocado dentro de um dos vários recipientes e misturado rapidamente entre outros potes idênticos que ocupam a mesa.
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Por último, temos o Test Your Luck (Teste Sua Sorte), que funciona como uma espécie de roleta que altera toda a estrutura das lutas. O jogador deve girar a roleta, que pode conter três ou mais colunas e então aguardar os resultados. Cada figura representa uma alteração na partida, variando desde lutas em que não é possível defender até combates em que os braços dos lutadores são removidos.
Além dos mini games, o modo Torre de Desafios oferece vários outros desafios, incluindo alguns bem bizarros, como uma espécie de Tower Defense em que o jogador deve desferir magias para impedir que zumbis alcancem o lutador. Existem centenas de fases diferentes e, certamente, você vai se ocupar por um bom tempo neste modo.
Finalizando seu amigo
Um jogo de luta não é um jogo de luta se não tiver um modo multiplayer, não é mesmo? Felizmente, Mortal Kombat também esbanja opções quando o assunto é versus. Além dos modos locais tradicionais, um contra um e Tag, o título também permite jogatinas online que ampliam ainda mais as possibilidades.
Na net, o jogador pode embarcar em um lobby especial com espaço para até dez jogadores. Nele é possível desafiar qualquer um dos participantes, seja para combates um a um ou duelos entre duplas. Há ainda o King of the Hill, uma espécie de torneio realizado entre os jogadores das salas que presenteia o vencedor com uma quantia modesta de pontos.
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Quem quiser uma ação mais ágil pode optar por partidas Ranked, Player ou Private sem precisar entrar numa sala. Basta selecionar uma opção e pronto, você já estará dentro de uma luta.
Para a felicidade dos jogadores hardcore, Mortal Kombat oferece um ranking que registra todo seu desempenho, reunindo dados como número de vitórias e derrotas e vários outros. Boa parte das partidas não oferecem lag (atraso na conexão), mas, quando isto acontece, fica difícil jogar.
Sem dúvidas, Mortal Kombat é um bom jogo para se jogar com a galera, seja online ou offline. Destaque para o modo Tag, que permite até quatro jogadores numa pancadaria simultânea.
Extra extra!
Ao participar de praticamente qualquer modo de jogo, você será recompensado com Koins, que são como o dinheiro do game. Essas moedas são utilizadas para desbloquear novos desafios na Torre de Deasfios e também para adquirir novo conteúdo na Kripta, uma mistura de Shopping Center virtual com cemitério.
Existem centenas de tumbas e cadáveres no local e cada um deles requer um determinado número de moedas para ser habilitado. Ao comprar uma tumba, por exemplo, você pode ser recompensado com diversos tipos de itens, como artes conceituais, roupas para seus personagens e até trilhas sonoras.
É aqui que o jogador também tem a chance de desbloquear novos Fatalities e os Kombo Kodes, que são inseridos antes de cada luta e podem trazer diversas modificações nas lutas. Como se não bastasse, o modo oferece vários elementos secretos, como Babalities, lutas e easter eggs que homenageiam a franquia.
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Reprovado
Uma vitória quase impecável
Talvez um dos maiores problemas de Mortal Kombat sejam a mudanças nos controles. Fãs saudosistas da série podem não se acostumar com o esquema novo, já que aqueles longos combos de Ultimate Mortal Kombat 3 não aparecem mais.
Além disso, os jogadores mais hardcore podem sentir a falta de um modo semelhante aos Trials, de Street Fighter IV, no qual é possível aprender e desenvolver os combos mais complexos de cada personagem. Em Mortal Kombat, isso cairia muito bem, ainda mais pelo fato de termos também os combos em duplas, ainda mais complicados.
Um melhor uso das novidades também seria interessante. Os ataques aprimorados, por exemplo, consomem um terço da sua barra Super. Contudo, definitivamente não vale a pena utilizá-los sozinhos, já que um ataque X-Ray, que gasta a barra toda, causa um dano muito maior do que três ataques aprimorados.
Além disso, mesmo com uma campanha inovadora, a história de Mortal Kombat não pode ser considerada excelente. Em vários momentos, os eventos parecem forçados demais, como quando Cage e Jax decidem entrar em uma luta mortal após uma discussão boba envolvendo Sonya.
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Faltou um pouco de polimento
Por fim, temos alguns problemas com a inteligência artificial do game. Seja qual for a dificuldade, muitos oponentes ficam literalmente perdidos quando o jogador fica pulando sem parar. Chega a ser engraçado notar a reação dos oponentes em algumas situações. O exemplo mais brutal da má utilização da inteligência artificial é Shao-Khan, o chefe do modo Arcade. O lutador é praticamente invencível, prevendo seus golpes e utilizando uma enxurrada de ataques especiais para acabar com seu personagem. Chega a ser mais irritante do que o normal, e isso é um problema.
Quem optar pela língua portuguesa como legenda notará alguns erros de ortografia. Mesmo que isso não atrapalhe a jogatina, seria bacana ver tudo escrito corretamente — nada de “recuperao” ou “primer golpe”. Os subtítulos também aparecem fora de sincronia em diversos momentos da campanha.
A direção de arte também deixa um pouco a desejar, assim como a parte técnica dos gráficos durante as cut scenes. Temos imagens “estouradas” na tela inicial e a carência de detalhes no design dos menus e, principalmente, na barra Super — às vezes sua barra está cheia e você não percebe por não haver uma indicação gritante disso.
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Além disso, o próprio design de alguns personagens deixou a desejar. Alguns deles estão enfeitados demais e parecem ter permanecido estáticos na década de 1990. A versão humana de Cyrax, por exemplo, veste trajes que o deixam parecido com a Ranger amarela do segundo filme dos Power Rangers, um estouro dos anos 90.
Por fim, não é possível pausar as cenas de corte e nem mesmo jogar novamente os capítulos da campanha que já foram completados pelo jogador.
Vale a pena?
A NetherRealm definitivamente trouxe Mortal Kombat de volta à luta contra os grandes games do gênero. A fórmula clássica unida à campanha única e os vários modos de jogo são apenas alguns dos elementos que fazem de Mortal Kombat um dos jogos mais completos quando o assunto é pancadaria.
Tudo isso regado pela violência extrema que caracterizou a série e agora retorna com força total, gerando X-Rays e Fatalities tão ferozes que alguns jogadores não devem se sentir culpados se forem obrigados e fechar os olhos diante toda brutalidade.
Mas, um Mortal Kombat de verdade é isso: uma explosão visual com vísceras e ossos acompanhada por uma fórmula divertida. E, definitivamente, este é um Mortal Kombat de verdade. Imperdível para quem é fã.
nota final: 85                                                       Gráficos : 80 , Jogabilidade : 90 , Áudio : 90 , Diversão : 90

85

  • GráficosNota 80
  • JogabilidadeNota 90
  • ÁudioNota 90
  • DiversãoNo  ta 90

The Elder Scrolls V: Skyrim

Os pergaminhos antigos nunca foram tão novos

The Elder Scrolls V: Skyrim é o mais novo capítulo da famosa franquia de RPGs, da desenvolvedora Bethesda (que é a mesma da série Fallout). O jogo é o sucessor de The Elder Scrolls IV: Oblivion traz algumas características semelhantes, mas está cheio de novidades.
Esta é a primeira vez que um jogo da franquia Elder Scrolls não é para um novo console. E aproveitando que ainda há muito poderio gráfico e técnico para ser explorado nessa sétima geração, o vindouro game explora novos gráficos, uma recém criada jogabilidade, a esperada nova engine — haverá bastantes detalhes na interface principal ― além da nova inteligência artificial.


O jogo se passa duzentos anos depois de Oblivion, em meio a uma guerra civil que ocorre entre os Nords, que pretendem a cisão do império. Como se não fosse confusão suficiente, o rei de Skyrim é brutalmente assassinato. Essa guerra é o último de uma série de eventos descritos pelos temidos Pergaminhos Antigos (Elder Scrolls), que também previram o retorno de um antigo deus nórdico da destruição, Alduin. Desta vez, a divindade toma a forma de um dragão e é acompanhada por um grupo de dragões negros, conhecidos como Jills.
O jogador assume o papel do caçador de dragões, Dovahkiin, o último “Dragonborn”. Ele é apontado pelos deuses como quem irá derrotar Alduin e os Jills, e proteger Skyrim and Tamriel. Cada uma das dez raças existentes em Elder Scrolls possui habilidades específicas diferentes, exceto pela maneira de correr, que agora não está mais presente.


Forma de combate: você poderá jogar com o que quer que coloque em suas mãos. Além das usuais bordoadas, machadadas, magias e as demais armas comuns aos RPGs, pode-se colocar uma espada em uma mão e um feitiço em outra, combinando livremente os ataques. Ainda, você pode andar com uma bola de fogo em uma mão e uma espada em outra, combinar as duas coisas e fazer uma espada de chamas, ou uma bola de fogo gigante.
Cada jogador assume a classe que quiser, conforme os atributos que preferir.  Isso quer dizer que não se escolhe se vai ser arqueiro ou paladino logo no começo do jogo. Somando com as habilidades de luta e feitiços, existem as dragon shout habilities – no antigo Elder Scrolls, Lore, os Nords possuíam uma poderosa habilidade de gritar.
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Quando os dragões estão falando, eles utilizam línguas “dragoníneas” (ou “dragonianas”, como preferir), e o jogador também poderá aprender essas palavras de poder, e colocá-las juntas, usando como um poderoso grito ― mesmo contra os dragões. É realmente um poder diferente e muito legal.
Quanto às incríveis lutas contra os grandes chefes, quando você os derrotar, absorverá suas respectivas almas, uma vez que você é Dragonborn (nascido de dragões) — lembrando a relação que existia nas batalhas com os Big Daddies (em Bioshock) ou com os Hellacopters (em Half Life 2), só que grandemente mais assustadores. A dificuldade dos inimigos e das áreas está bem balanceada. Como nos anteriores, haverá lugares normais, fáceis, difíceis e os que exigirão muita perspicácia.
Quando um jogador passa de nível, ele ganha regalias, além dos famosos pontos que podem ser distribuídos entre os atributos que preferir. Existem ao todo 18 habilidades, que são aumentadas com o próprio uso de cada uma, até que atinjam pontuação para a passagem de nível. Para cada uma das skills existe uma árvore, bem na linha de Fallout 3, que você vai desbloqueando uma de cada vez.
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Um exemplo das regalias em habilidades com armas de uma mão só, é se especializar no uso de machados, fazendo com que quando um alvo seja atingido ele fique sangrando (bleeding), ou em lanças, que perfuram armaduras, ou quem sabe, em espadas que forçam danos críticos.
A jogabilidade é para ser a mesma nas três plataformas, mas visualmente não haverá muita mudança. A definição gráfica de todos os consoles dessa geração é muito alta, o que facilita a padronização dos gráficos. Porém, o PC poderá apresentar uma resolução um pouco mais alta e texturas melhores, além de algumas telas na interface principal com designs diferentes.
O game está previsto para a cabalística data de 11/11/11 para PC, PlayStation 3 e Xbox 360.

Sem querer, Ubisoft revela título de novo Assassin’s Creed

Em sua página no Facebook, a Ubisoft revelou acidentalmente o nome de seu próximo game da franquia Assassin’s Creed. A empresa publicou um arquivo em Flash com o título Revelations e o nome do personagem Altaïr em árabe, solicitando aos fãs que acessassem o conteúdo para revelar mais informações sobre o novo jogo.

O conteúdo já foi retirado do ar. A Ubisoft não se pronunciou sobre o vazamento mas, anteriormente, já havia afirmado que um novo Assassin’s Creed seria revelado em maio.

Need for Speed The Run é anunciado oficialmente

Após ter seu primeiro vídeo vazado ontem pela varejista britânica ShopTo, a Electronic Artsanunciou oficialmente Need for Speed The Run, novo game da série de velocidade que deve chegar às prateleiras em 15 de novembro. Um dos principais destaques é que o título usará a engine Frostbite 2, da DICE, a mesma que serve de motor para o desenvolvimento de Battlefield 3.
O game também será o primeiro da franquia a utilizar cidades reais como cenário. Por enquanto, São Francisco e Nova York, ambas nos EUA, já estão confirmadas. Muitas mais ainda estão por vir, já que o jogador será levado em uma viagem da costa oeste à leste do país. A sinopse oficial publicada pela EA dá mais detalhes sobre o jogo:
“Chama-se A Corrida. Uma corrida ilícita, valendo tudo, pelo país. A única maneira de recuperar sua vida é ser o primeiro de São Francisco a Nova York. Sem limite de velocidade. Sem regras. Sem aliados. Tudo que se você tem são suas habilidades ao volante e determinação, enquanto batalha contra os motoristas mais famosos do país nas pistas mais perigosas. Em Need for Speed The Run, você seguirá por densos centros urbanos, voará por montanhas geladas e passará por cânions apertados a velocidades alucinantes, enquanto escapa de uma força policial preparada – e desejando – utilizar força letal para te impedir.”
A trama parece seguir os moldes de Most Wanted, com o personagem principal disputando contra alguns dos pilotos mais famosos do país para “recuperar sua vida”. As corridas, porém, acontecem em circuitos ilegais.
A Electronic Arts também inaugurou o site oficial do game. Need for Speed The Run será lançado para PC, PlayStation 3, Xbox 360, Wii e 3DS.

inFamous 2: monstrengo com dentes no estômago aparece em vídeo inédito


Como não bastassem todas as desgraças na vida do pobre Cole McGrath, eis que uma nova ameaça de proporções épica surge em inFamous 2. O vídeo foi capturado em uma prévia do jogo realizada na Alemanha, e mostra entrando em combate direto com uma criatura digna de um pesadelo — enorme e com detalhes “interessantes”, tais como dentes no estômago. (Confira acima)
De qualquer forma, o vídeo também mostra Cole lançando mão de diversos poderes elétricos para despachar a aberração para o fabuloso “mundo dos pés juntos”.
Ademais, a desenvolvedora Sucker Punch anunciou recentemente que estenderá o período de Beta do game… Assim que a PSN voltar do limbo, naturalmente. Vale lembrar ainda que a desenvolvedora afirmou recentemente que está trabalhando em um novo projeto para o console da Sony.
inFamous 2 tem lançamento previsto para o próximo mês de junho exclusivamente para o PS3.

Ivy ganha nova miniatura anatomicamente… Expressiva

A voluptuosa Ivy Valentine de Soul Calibur será novamente transformada em uma daquelas miniaturas que o seu pai dificilmente lhe daria de natal. Dessa vez, a rainha das medidas absurdas foi transformada em “brinquedo” para comemorar a sua entrada no RPG para PSP Queen’s Gate.
A miniatura já se encontra disponível para encomendas em sites como o Tokyo-hunter.com, embora seja produzida em quantidades limitadas. A nova versão em resina da beldade pode ser levada para casa pela bagatela de 9.500 ienes (aproximadamente R$ 180). Confira mais imagens na galeria abaixo.