The Darkness II

Seus demônios favoritos estão de volta

Se você ainda não jogou The Darkness, então está perdendo seu tempo. Baseado no quadrinho homônimo da Top Cow, o game, lançado em 2007, simplesmente traz uma das tramas mais bacanas desta geração, com um estilonoir marcante e muito bem polido.
Como se não bastasse, o jogador ainda tem a chance de encarnar Jackie Estacado, o jovem protagonista do game que vê sua vida totalmente revirada por causa das forças do mal. Essas forças, conhecidas como The Darkness, surgem na vida do mafioso quando ele completa seus 21 anos de idade, transformando-o em um verdadeiro demônio ambulante.
A ação intensa dos combates com armas de fogo e as atrocidades cometidas pelos Darkness são apenas alguns dos atributos que já garantem a diversão no game. Aliado a isso, temos uma das tramas mais bacanas da geração, com várias reviravoltas e uma apresentação regada por diálogos e atuações espetaculares.
A Starbreeze, responsável pelo desenvolvimento do título, trabalhou também em The Chronicles of Riddick: Escape for Butcher Bay, além do mais recente The Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena. Todos esperavam que os novos projetos da desenvolvedora estivessem relacionados com o excelente The Darkness, mas não foi isso que aconteceu.
Mesmo que a sequência para o título fosse algo improvável, a 2K Games surpreendeu a todos neste mês, anunciando The Darkness 2. Agora, contudo, a encarregada do desenvolvimento é a Digital Extremes, que também trabalha em Homefront. Uma outra equipe, mas será que a excelente fórmula será mantida?
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Recentemente, surgiram algumas informações sobre o game, como seu novo estilo gráfico e as habilidades brutais das Demon Arms — as manifestações físicas da The Darkness. Preparado?
Repintando o clima
Já se passaram aproximadamente quatro anos desde que vimos Jackie Estacado nas obscuras ruas de Little Italy, o bairro que serve como um dos locais principais de The Darkness. Contudo, é praticamente impossível esquecer a pesada atmosfera do game, que seguia bastante os aclamados padrões estabelecidos pelos quadrinhos no qual foi baseado.
Em The Darkness 2 as coisas não devem ser diferentes. A Digital Extremes está trabalhando duro para conseguir criar uma atmosfera tão boa quanto a do jogo original. E, se olharmos para os últimos trabalhos da companhia (como BioShock 2), veremos que ela é realmente capaz de fazer com que o jogador se sinta preso ao universo do game — no bom sentido, é claro.
O que deve mudar, entretanto, é o estilo gráfico do jogo. Em vez dos visuais que tentavam reproduzir as cidades e os personagens de maneira realista, The Darkness 2 opta por uma aproximação mais artísticas, trazendo um estilo semelhante ao cel-shade. Quem já leu os quadrinhos sentirá uma semelhança ao vislumbrar o game, que traz contornos delineados na cor preta e vários outros atributos característicos das histórias do estilo.
Obscuro é pouco
Img_normalLogo nos primeiros momentos do jogo, já é possível perceber que a barra continua muito pesada. O jogador começa preso em uma cruz, observando sua mão sendo pregada contra a madeira que segura seu corpo. Quem realiza a tortura com Jackie Estacado é um bizarro homem que mal consegue caminhar e, talvez por isso, aparece cercado de seguranças.
Em seguida, Estacado percebe que é vítima de uma espécie de ritual macabro, quando nota que uma fumaça cinza está saindo de seu corpo e indo diretamente para um misterioso recipiente. Alguém está querendo tomar para si o mal que aterrorizou — mas também salvou — Estacado em The Darkness.
Subitamente, o jogador é transportado para eventos passados por meio de um flashback. Estacado, que agora é o chefe da criminosa família Franchetti, aparece chegando a um restaurante, sendo guiado à sua mesa especial. É aqui que também se nota o capricho nos detalhes, algo marcante no primeiro jogo. Vemos outros clientes reclamando do tempero de sua comida, pessoas conversando e garçons servindo seus clientes. O resultado é um ambiente muito natural, que torna o game ainda mais imersivo.
Entretanto, toda sua paisagem vai pelos ares quando uma van branca decide invadir o local. E, como em qualquer história noir que se preze, o motorista não sabe estacionar muito bem. Resultado: o veículo simplesmente atravessa a janela, parando em cima de mesas e pessoas.
Jackie decide reagir, mas é surpreendido ao perceber que o acidente fez com que suas pernas fossem estraçalhadas. O protagonista então é arrastado para longe da invasão por um de seus seguranças enquanto aniquila, com uma pistola, cada um dos capangas que sai da van.
Depois de toda a caótica ação, o jogo transporta você novamente para o presente. O desfigurado torturador aparece novamente, agora gritando com Estacado e mostrando que é muito mais assustador do que você poderia imaginar. De fato, o carrasco sabe dos poderes dos demônios possuídos por Estacado e quer tudo isso para si.
Img_normal             Imagem do primeiro jogo
Outro flashback surge, agora mostrando que o guarda-costas de Jackie já passou dessa para melhor. O protagonista aparece no chão, sem munição e com poucas esperanças. Os invasores acabam encontrando Estacado e, sem hesitar, se preparam para acabar com a vida do mafioso.
É aí que surge a parte mais interessante: a manifestação de Darkness. Os tentáculos demoníacos surgem no corpo de Estacado, lançando os inimigos para bem longe sem muito esforço. Agora o bicho realmente vai pegar — ao pé da letra.
Demônios ao seu dispor
Quando as demoníacas criaturas de Estacado aparecem na tela, o clima de horror ganha mais força. As pernas estouradas do protagonista provavelmente teriam de ser amputadas, mas os demônios cuidam do problema e as reconstroem em poucos instantes.
Enquanto isso, os inimigos restantes observam a cena em espanto e sem saber o que fazer. Os Demon Arms — como são chamados os tentáculos no game — decidem sair para brincar, empalando os oponentes como se eles fossem feitos de papel.
Vale ressaltar que quem cuida da voz dos demônios é ninguém menos que Mike Patton, vocalista de diversas bandas, como Faith No More e The Dillinger Escape Plan. O músico assume mais uma vez o papel e, certamente, deve fazer um trabalho tão bom quanto o que foi visto no primeiro jogo.
Img_normal              Imagem do primeiro jogo
Os demônios contam com especializações no combate. Um dos braços, por exemplo, prefere morder seus oponentes, permitindo que o jogador segure as vítimas de uma maneira bem brutal. Já o outro gosta de se sentir como uma “katana demoníaca”, rasgando tudo o que vê pela frente. Combine as duas e você deve imaginar como será o sanguinário resultado.
Além de brincar com os oponentes, os demônios também podem interagir com o ambiente, arrancando portas, placas e até postes, utilizando-os da maneira mais adequada. Você pode, por exemplo, pegar a porta de um carro e aproveitar para se proteger dos disparos dos inimigos. Depois, basta jogá-la para cima dos oponentes para pintá-la com sua cor favorita: vermelho sangue.
Você ainda conta com os famosos ajudantes (Darklings), que eram muito úteis no primeiro jogo, embora fossem um pouco limitados. Aqui, a Digital Extreme promete pequenos demônios muito mais versáteis e com uma inteligência artificial aprimorada.
Mas, lembre-se: o nome The Darkness não foi dado às criaturas só porque isso tem uma sonoridade bacana. Os demônios não suportam qualquer tipo de luz e isso acaba fazendo com que Jackie também se sinta desconfortável quando tudo estiver muito claro. O resultado, para o jogador, é uma visão embaçada, sons abafados e um ruído agudo e permanente em seus ouvidos.
Sendo assim, sempre que visualizar uma lâmpada ou qualquer fonte luminosa, acabe com ela. Você poderá fazer isso usando suas armas, da maneira mais tradicional, ou com a ajuda dos próprios Demon Arms, que aguentam um tempo na claridade até se recuarem para dentro do corpo de Estacado.
Tiroteio caótico
O esquema de jogabilidade de The Darkness 2 continua bem parecido com o do primeiro jogo. Você normalmente terá uma arma em cada mão e utiliza os botões do ombro do controle para disparar — sendo cada lado responsável por sua respectiva arma. Com os gatilhos, o jogador aciona as Demon Arms, cada um responsável por um demônio.
Img_normal             Imagem do primeiro jogo
Temos também as clássicas finalizações, que agora estão ainda mais brutais que os tiros no queixo do primeiro jogo. O jogador pode simplesmente deixar um inimigo pendurado, utilizando uma das Demon Arms, e então cortá-lo ao meio com a ajuda do segundo demônio. O resultado é mais nojento do que você imagina.
The Darkness 2 tem tudo para ser uma excelente sequência, elevando toda a experiência cinematográfica do primeiro game a um novo patamar. O estilo visual renovado, mais focado nos quadrinhos, e as novidades na jogabilidade são apenas alguns dos motivos para mantermos os olhos no game. O jogo chega às lojas entre setembro e novembro deste ano, nas plataformas Xbox 360, PlayStation 3 e PC.
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