Portal 2

A excelência em sarcasmo e quebra-cabeças

Portal é simplesmente um dos jogos mais inovadores dos últimos tempos. A Valve, responsável pelo game, decidiu aproveitar o talento dos estudantes da DigiPen, que apresentaram o promissor Narbacular Drop em 2005, para criar o que muitos consideram como um dos puzzles mais divertidos desta geração.

Depois de quebrar a cabeça com os desafios do primeiro título, o mundo dos games se prepara para receber sua sequência, anunciada oficialmente no dia 5 de março de 2010. Para a surpresa de todos, Gabe Newell, presidente de Valve, também surge na Electronic Entertainment Expo (E3) de 2010 para revelar que Portal 2 também sairia para PS3, plataforma até então “odiada” por Newell.
Nós finalmente estamos chegando perto da data de lançamento de Portal 2, que chega às lojas no dia 18 de abril deste ano. Mesmo assim, várias novas informações sobre o jogo continuam surgindo por aí e é nosso dever mostrar ao mundo como a Aperture Science Laboratories é um lugar bacana — ordens de GLaDOS.

Um lugar familiar
Em Portal 2, o jogador encarna novamente a corajosa Chell, que era objeto de estudo e também a protagonista do primeiro game. E quem se lembra do começo da versão original, provavelmente vai perceber que a sequência compartilha muitas semelhanças. No início do próximo título da série, você novamente vê Chell presa em um quarto, totalmente sozinha.
Entretanto, em sua volta não temos mais um ambiente frio, estéril e nada empolgante. Em seu lugar, vemos um quarto um com vasto aprimoramento, trazendo armários, uma mesa, plantas, arte e um estilo decorativo que parece ter saído diretamente da mente de Philippe Starck.
Mas, mesmo assim, algo não parece certo. E isso fica ainda mais evidente quando surgem as primeiras instruções do game, providenciadas por um narrador masculino. A inteligência artificial mostra sua voz nos alto-falantes, pedindo para que o jogador se movimente um pouco e explore o ambiente para se acostumar com o local.



Assim, você pode realizar alguns exercícios básicos para estimular sua mente, ouvir música clássica e perambular um pouco mais sobre o quarto. Contudo, Chell acaba perdendo sua consciência por motivos não muito claros.

O jogador então acorda novamente no recinto, que agora se encontra bem diferente de nossa descrição feita anteriormente. Vinhas aparecem invadindo as paredes, o carpete está com cor de lama e o armário e a mesa estão decadentes.
Seu melhor amigo
Subitamente, então surge Wheatley — interpretado genialmente por Stephen Merchant, coescritor da série The Office. O neurótico robô é ninguém menos que a “babá” dos 10.000 elementos de estudo da Aperture e aparece, primeiramente, para dizer que o local está em colapso e você deve escapar imediatamente.
E, escapar de Aperture significa passar pelas câmaras de teste — mais uma vez. Felizmente, não estamos falando de desafios idênticos aos do primeiro jogo. Conforme era de se esperar, o restante do laboratório também está completamente modificado e em decadência, alterando drasticamente a estrutura até mesmo dos quebra-cabeças mais simples.
O bacana é que Wheatley acompanha você durante algumas das câmaras de teste, lançando vários comentários bem humorados que combinam com todo o clima e estilo da série Portal. Depois de que o jogador encontra a Portal Gun, descobrimos que o robô não sabe que Chell é a responsável pela morte de GLaDOS e acredita que a heroína é apenas um objeto de teste com um QI extremamente baixo. “Pessoas com danos cerebrais são os verdadeiros heróis”, comenta Wheatley quando o jogador dispara um portal na parede errada.

Mão na massa
Inicialmente, as câmaras de teste trazem desafios bem simples, envolvendo, primordialmente, agarrar um cubo, colocá-lo sobre um botão, abrir a porta e então avançar. A partir da quinta missão, contudo, você já será obrigado a saber a hora certa de realizar determinadas ações e também precisará abusar da gravidade para avançar enquanto trabalha com três cubos de uma só vez.
Depois de passar por alguns testes, Wheatley decide levá-lo para os bastidores de Aperture. O jogador então passa por várias escadas, corredores e até mesmo canos de água que, normalmente, não são vistos por ninguém. De repente, o robô se lembra de que, por meio deste caminho, o jogador definitivamente terá de passar pela câmera de GLaDOS. E, uma vez lá, há uma pequena chance (leia: 100% garantido) de ela tentar matar Chell se ainda estiver viva.
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De fato, o jogador realmente acaba encontrando o que sobrou de GLaDOS, a inteligência artificial que é a grande vilã do primeiro jogo. Aparentemente, a máquina não parece muito ameaçadora. Contudo, GLaDOS começa a se reconstituir e acaba avistando Chell. “Oh, é você”, diz ela calmamente enquanto encara a protagonista do game.
GLaDOS então agarra Chell e se prepara para jogar a heroína dentro do incinerador. Mas, em vez de simplesmente acabar com toda a história ali mesmo, revivendo o trágico momento em que a inteligência artificial foi “morta”, GLaDOS decide deixar a protagonista viver. “Tudo aquilo está no passado”, comenta a IA.
Se você pensou que GLaDOS ressuscitou como uma alma bondosa, então está tremendamente enganado. O fato é que ela deixou você sobreviver… Mas Chell terá de passar o restante de sua vida realizando os testes da Aperture Laboratories. Você é uma escrava de GLaDOS.
E, como se pode imaginar, as câmaras estão mais mortais do que nunca, já que GLaDOS provavelmente não ligará muito para qualquer acidente envolvendo Chell. É aí que o jogo realmente começa. Chega a hora de por a mão na massa para sobreviver e escapar.
Portal 2 não trará somente uma GLaDOS com um humor ainda mais sarcástico, mas também alguns elementos novos na jogabilidade. Isso pode ser visto em algumas das primeiras câmaras de testes, que trazem lasers capazes de acionar determinados botões e que podem ser manipulados com os portais. Há também algumas plataformas capazes de lançar o jogador para longe, sendo úteis para lançar portais em locais de difícil acesso.
“Forever alone”
Os únicos companheiros de Chell não são muito amigáveis, mas existem momentos no game em que o jogador estará completamente sozinho. Em um dos capítulos do jogo, você não saberá ao certo onde está, mas definitivamente não se trata dos laboratórios da Aperture Science. Não há sinal de GLaDOS ou Wheatley e você mal sabe para onde ir, já que também não temos qualquer instrução.
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O local traz vários pôsteres e relíquias de uma era passada, com rádios antigos, móveis da década de 1950 e fotografias apagadas. Há até mesmo um logo da Aperture Science, mas essa parece ser a única semelhança com o laboratório. Subitamente, o jogador ouve uma voz masculina, que relembra os soldados de “não deixar as armas soltas por aí”. Aparentemente, tudo isso também já foi um lugar em que eram realizados testes.
Sua Portal Gun ainda funciona e o jogador pode usá-la para explorar um pouco mais o local até encontrar algo conhecido como Repulsion Gel (gel de repulsão, numa tradução livre). Logo em seguida, Chell percebe que as câmaras de teste ainda existem, mas elas só podem ser completadas com a ajuda do gel especial que a personagem acaba de encontrar.
O Repulsion Gel tem uma utilidade bem simples: lançar o jogador para longe. Você pode aplicá-lo no chão e então saltar sobre ele para literalmente sair voando na direção oposta a superfície. Ele também funciona nas paredes e no teto, sendo essencial para determinados puzzles. Eis outro fator que deve adicionar muito mais desafio à fórmula clássica de Portal.

A Valve parece realmente saber o que está fazendo nesta sequência, trazendo vários aprimoramentos à consolidada estrutura básica que fez do primeiro game um sucesso. Além disso, o capricho ainda maior na narrativa do modo campanha só amplia nossos ânimos. Portal 2 será lançado para PC, PlayStation 3 e Xbox 360.

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