inFamous 2 Análise

inFamous 2

 

Os fins justificam os meios. De novo

No século XVI, o pensador italiano Nicolau Maquiavel sugeriu em seu livro “O Príncipe” uma das filosofias preferidas de governantes e políticos durante várias eras: os fins justificam os meios. De acordo com ele, aqueles que detêm o poder têm a liberdade de agir como quiserem para alcançar seus objetivos – o que fez com que o termo “maquiavélico” surgisse para descrever quem não possuía escrúpulos em suas decisões.
No entanto, o que isso tem a ver com video games? Tudo. Basta olhar o sistema de escolhas morais que se popularizou nos consoles e que comprova o quanto a filosofia renascentista continua influente mesmo após quase 500 anos de sua formação. A Sucker Punch, por exemplo, já se mostrou perita com isso em inFamous e promete aprimorar a mecânica dessas decisões em sua sequência, que chega ao PlayStation 3 ainda este ano.
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Assim como acontecia no título anterior, voltamos a controlar Cole McGrath e comandar por qual caminho ele deve seguir: o do Bem ou o do Mal. Poder definir entre fazer as coisas como um herói de verdade – ou seja, evitando envolver pessoas comuns em sua luta – ou simplesmente abusar de suas habilidades chamou a atenção de todos e agora abre novas portas para a história em inFamous 2.
Entre a luz e as trevas
Após os acontecimentos em Empire City, Cole fugiu para um novo local em busca de paz, o que fez com que ele acabasse indo parar em New Marais, uma cidade inspirada em Nova Orleans. Porém, ao contrário do que ele imaginava, o lugar não é tão tranquilo assim.
O município vive sobre o duro comando da “The Militia”, uma organização fascista cujo principal objetivo é erradicar o mundo das “aberrações não humanas”, como eles se referem às pessoas com poderes.  Por conta disso (e de outros motivos ainda não explicados), eles sequestram Kuo, uma agente da Agência Nacional de Segurança e a aprisionam na mansão vista no trailer. E é aí que o protagonista entra em ação.
Como já é tradição em inFamous, toda a ação tem duas linhas a serem seguidas: a pacífica e aquela em que o personagem não limita sua força na hora de detonar tudo o que estiver à sua frente. Desta vez não é diferente, com a diferença de que agora Cole terá de decidir não só a linha moral a ser tomada, mas também qual facção pretende ajudar no processo.
A cena inicial de resgate da moça, por exemplo, já apresenta muito bem como esse sistema deve funcionar. No mapa, existem dois pontos que ativam a mesma missão: o azul conduz o herói para o caminho “certinho” e ao lado de Zeke, que também retorna ao game. Já o indicador vermelho é mais radical e conta com o apoio de uma nova personagem, Nix, que possui seus próprios poderes e uma forma de agir muito mais extremista.
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Lembra-se dos desenhos infantis em que o personagem ouvia os conselhos de um anjo em um ouvido e as tentações de um demônio em outro? Pois é mais ou menos a sensação passada em inFamous 2, afinal as suas decisões agora possuem personificações para tornar tudo ainda mais intenso.
O interessante é que não há diferença de dificuldade entre as duas opções. Apesar de os dois grupos lutarem de formas diferentes pelo mesmo fim, a intensidade dos combates é a mesma. Tentar fazer as coisas do jeito certo não significa que lutar ao lado de Zeke torna as situações mais simples.
O único problema surge após acabar com todos os soldados da “The Militia”. Seja lá qual for sua decisão moral, o resultado final será sempre o mesmo. No caso do resgate de Kuo, tanto Nix quanto Zeke tentarão invadir o esconderijo para salvar a agente, o que faz com que você não perceba tanto as consequências de suas escolhas anteriores. Isso foi algo um pouco frustrante no primeiro inFamous e que parece que a Sucker Punch optou por não alterar tanto nesse detalhe.
Tudo novo
O cenário não é o único a receber mudanças em inFamous 2. O próprio Cole está de cara nova – embora não de forma tão gritante, quanto desejava o estúdio. Em vez do visual moderno, temos o bom e velho McGrath da aventura anterior, mesmo que sem a característica jaqueta amarela.
Mais experiente, o personagem consegue usar suas habilidades de formas variadas para alcançar seus objetivos. Na demo testada pelo site Gamespot, por exemplo, o herói usa um golpe chamado “Ionic Vortex”, o qual cria um redemoinho de energia que engole todos os inimigos na proximidade.
Bem galera é isso eu espero que vocês gostarão da análise e não se esqueça sempre comente =) beleza galera até a pro cima e FUI !!!
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